Polêmica

Safadão doa todo cachê de show do São João de Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 26/06/2016 às 4:32
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O cachê de R$ 575 mil do cantor virou polêmica na semana que antecedeu o show
Foto: divulgação

O cantor Wesley Safadão resolveu encerrar a polêmica em torno do seu cachê com uma atitude inusitada. Durante apresentação na madrugada deste domingo (26), no Pátio de eventos Luiz Gonzaga, em Caruaru, Agreste pernambucano, o artista sensação do momento anunciou que vai doar todo seu pagamento (R$ 575 mil) para instituições filantrópicas da cidade. 

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"Se o problema é dinheiro, pode espalhar aí que o meu cachê está voltando para Caruaru para ajudar a quem realmente precisa. Em Caruaru eu toco até de graça. O que eu não quero é ficar de fora dessa festa", disse Wesley, levando o público que superlotava o espaço ao delírio. Na noite da apresentação de Safadão, a capital do Forró registrou o maior público da festa deste ano: mais de 120 mil pessoas.

Na semana que antecedeu o show no São João de Caruaru, a apresentação chegou a ser suspensa pela Justiça pernambucana depois que um grupo de advogados denunciou uma disparidade de 294% no valor cobrado pelo artista nas apresentações na Capital do Forró e outra que ele fará em Campina Grande, na Paraíba, no dia 1º de julho. Na cidade paraibana, de acordo com o divulgado pela prefeitura, Safadão cobrou R$ 195 mil de cachê. 

A prefeitura de Caruaru entrou com um pedido de liberação argumentando a legalidade das negociações e a apresentação foi liberada sob a justificativa de que o cancelamento da atração traria impactos econômicos para a cidade agrestina.

Público foi ao delírio com o anúncio de Wesley Safadão
Foto: divulgação
Um trecho da decisão do desembargador José Viana Filho, que autorizou a apresentação, pontua, no entanto, que as investigações em relação ao gasto público com o show devem continuar: "Advirta-se que a presente decisão apenas autoriza a realização do show antes suspensa, mas não macula a ação popular, que deve prosseguir, até para que posteriormente se confirme a legitimidade das alegações declinadas no presente agravo, além da possibilidade, caso se verifique qualquer irregularidade lesiva à Administração Pública, de ser proposta ação civil pública de improbidade administrativa contra os eventuais responsáveis."


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