Contratos

Infraestrutura do São João de Caruaru custou mais de R$ 8 milhões

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 06/07/2017 às 15:20
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Um dos contratos assinados foi para a montagem da infraestrutura do Pátio de Eventos
Foto: divulgação/Prefeitura de Caruaru

A infraestrutura do São João de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, custou mais de R$ 8,3 milhões em 2017. Este ano, a festa contou com o palco principal, no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, quatro polos na Estação Ferroviária, o Polo Forró do Candeeiro, o Alto do Moura, o Polo Azulão e os polos itinerantes São João nas Ruas e São João na Roça.

No dia 11 de maio, a Prefeitura de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, anunciou a contratação - de forma emergencial - da empresa Branco Promoções, no valor de R$ 5,1 milhões. O objetivo seria a montagem e desmontagem da estrutura dos festejos juninos.

Porém, quando toda a estrutura já havia sido montada, no dia 1º de junho, um outro contrato foi assinado, com a mesma empresa, no valor de R$ 3,2 milhões, para montar e desmontar a estrutura de outros polos do São João da cidade. A abertura da festa aconteceu no dia 3 de junho.

Por meio de nota enviada à TV Jornal, a Prefeitura de Caruaru informou que promoveu a contratação da empresa Branco Promoções e Eventos para realização da montagem da festa do São João nos termos previstos na lei das licitações.

Estação Ferroviária fez parte do polo cultural do São João de Caruaru
Foto: divulgação/Prefeitura de Caruaru

Segundo a prefeitura, a contratação foi dividida em duas etapas, sendo a primeira para o polo entretenimento, que compreendeu o Pátio de Eventos e Alto do Moura, e a segunda, no polo cultural, que envolveu a Estação Ferroviária, o Polo Azulão, o São João na Roça e o São João nas Ruas.

Ainda de acordo com a nota, os procedimentos foram encaminhados ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público de Pernambuco.

Relembre o caso

Em coletiva de imprensa no dia 11 de maio, a prefeita Raquel Lyra (PSDB) anunciou a revogação da licitação que tinha como objetivo contratar a empresa que faria a infraestrutura do São João. Raquel também anunciou a contratação da empresa Branco Promoções, de forma emergencial.

Durante entrevista, Raquel Lyra afirmou que a Branco Promoções ofereceu um preço menor do que o apresentado durante a licitação. A prefeitura decidiu revogar a licitação após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspender o certame e pedir a republicação do edital.

O TCE pediu um prazo mínimo de oito dias após a republicação para que as empresas interessadas apresentassem as propostas. Segundo Raquel Lyra, não haveria tempo hábil para seguir com a licitação até o início dos festejos juninos. Por isto, decidiu revogar o edital de licitação. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) estão acompanhando o caso.

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