Direitos autorais

Em entrevista, Petrúcio Amorim comenta briga do Ecad com prefeituras

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 05/06/2018 às 9:51
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Petrúcio Amorim é um dos artistas que defende a ação que cobra pagamento de direitos autorais
Foto: divulgação

O cantor caruaruense Petrúcio Amorim concedeu entrevista à Rádio Jornal nesta terça-feira (5) para falar sobre a briga judicial do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) com as prefeituras de vários municípios do Nordeste, que não pagam os valores relativos aos direitos autorais dos compositores.

Questionado se Caruaru estava em dia com o Ecad, Petrúcio, que tem mais de 200 músicas gravadas, disse que não. "Isso vai estourar no Nordeste inteiro e quem vai ser beneficiado são os cantores de forró. Imagina o que a gente perdeu durante todos esses anos", afirmou.

"É uma despesa muito grande para as prefeituras, mas tem que haver uma conscientização entre a prefeitura e o Ecad quanto ao compositor, quanto à música. Ela é muito importante dentro de uma festa, mais importante do que o artista. Porque sem ela, o artista vai cantar o quê?", defende Petrúcio Amorim. A Prefeitura de Caruaru informou que não recebeu nenhuma notificação sobre o assunto.

Ouça a íntegra da entrevista:

Decisão judicial em Campina Grande

Uma decisão proferida pela juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, Ana Carmem Pereira Jordão Vieira, proíbe a execução de músicas protegidas pelo Ecad durante o São João. De acordo com a Procuradoria Geral de Campina Grande, a entidade não apresentou dados específicos sobre quais exibições teriam incidido os valores cobrados.

A prefeitura da cidade paraibana vai ingressar com um embargo de declaração, pedindo o esclarecimento de pontos da decisão proferida pela magistrada. A Prefeitura de Campina Grande informou que a festa está mantida e a abertura confirmada para a próxima sexta-feira (8).

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