Requalificação

Caruaru: casas culturais da Estação Ferroviária serão realocadas

Liberação da área era condição do Iphan para aprovar o projeto de revitalização

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 26/08/2019 às 15:59
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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O Teatro de Mamulengos Mamusebá, as casas da Capoeira, Pife, Cordel, do Boi, entre outras instaladas há cerca de seis anos no pátio da Estação Ferroviária de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, serão realocadas para a requalificação da área.

De acordo com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, Rubens Júnior, a liberação da área era uma das condições colocadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para aprovar o projeto de revitalização e reconstrução do pátio ferroviário. A área também está incluída no projeto da Via Parque, que está sendo executado pela prefeitura na Avenida Rui Barbosa.

"Esse material que está aqui vai ser guardado, o que é possível guardar. Está muito estragado. São casas de madeira que eram para ser temporárias e terminaram ficando durante um grande período", explicou. Com a mudança, um espaço fixo da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes será instalado para aumentar a segurança da área, uma das reivindicações dos artistas.

"A nossa grande preocupação era que se fosse todo mundo desabrigado, sem voltar às suas atividades. Mas graças a Deus, dentro do bom senso, vai todo mundo lá ocupar a estação devidamente, o Boi Tira Teima, a capoeira, o pífano, a casa dos artistas, o cordel. Todos serão ocupados naquele espaço", relata o presidente da casa dos artistas, Valdes Soares.

Desde o início de julho, o artista Sebá Alves desmonta o cenário do Teatro de Mamulengos. O teatro passará a funcionar no antigo Armazém de Cargas da Estação Ferroviária. "Queremos o apoio e queremos a dignidade de ficarmos fixos dentro de um espaço para que possamos repassar aquilo que sabemos, a exemplo das oficinas de teatro de mamulengos, confecção, manipulação", reivindicou.

As outras casas culturais serão acomodadas no prédio do antigo terminal de passageiros da estação. O artista Roberto Gercino, responsável pelo acervo de 97 anos da Casa do Boi, acredita que isto é uma grande conquista. "Eu sempre costumo dizer que tudo em nossas vidas é conquista e escolha. Quando escolhemos o espaço para vir para cá, viemos satisfeitíssimos. Porém a vulnerabilidade do espaço nos deixa constrangidos, tristes. Porque nós temos nosso material que pode ser perecido com fogo, alguma coisa espaço mais seguro".

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