Orgulho de ser nordestino

Conheça o Museu do Gonzagão, um espaço dedicado à vida e obra de Luiz Gonzaga

Localizado em Exu, cidade natal do mestre, o espaço conta com diversas referências a sua carreira

Marco Aurélio
Marco Aurélio
Publicado em 07/10/2021 às 9:36
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Parque Luiz Gonzaga - FOTO: Divulgação
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Dedicado à vida e à carreira de Luiz Gongaza, o Museu de Gonzagão enaltece toda a cultura criada pelo rei do Baião. Suas músicas se transformaram em patrimônio histórico do Brasil e um orgulho do Nordeste. Localizado na cidade na qual o mestre nasceu, Exu, no Sertão de Pernambuco, o espaço conta com um mausoléu, o museu, a casa onde morou os últimos anos, uma reconstrução da casa onde Luiz Gonzaga nasceu, uma estátua e um palco para eventos. 

Durante toda a semana a Rádio Jornal Petrolina presta homenagens a este patrimônio histórico cultural. Na manhã desta terça-feira (5), no Programa Super Manhã, apresentado por Waldiney Passos, o entrevistado foi o jornalista Ney Vital, membro do Conselho de Cultura do Parque Asa Branca-Museu do Gonzagão, localizado em Exu, Pernambuco.

Ney Vital ressaltou a importância da Rádio Jornal em valorizar e divulgar a cultura do Nordeste, especialmente Pernambuco para o Brasil e o mundo. O jornalista lembrou que desde 1999 vem desenvolvendo pesquisas e estudos na busca de aprofundar a vida e obra de Luiz Gonzaga à luz também das ciências das mídias.

Ney Vital apontou que o Parque Asa Branca/Museu Gonzagão sempre precisa de um olhar de cuidado e salvaguarda. "Em 1999, estive com Waldiney Passos em Exu, e até hoje continuamos este bom combate, divulgar, valorizar, buscar soluções para os problemas que afligem a falta de políticas públicas para ser aplicada em Exu", disse Vital, ressaltado que é importante a programação da Rádio Jornal, sempre atenta aos reais valores do Nordeste que é a diversidade de sua cultura.

O Parque Asa Branca/Museu Gonzagão é um patrimônio cultural do Nordeste Brasileiro. Sua função é preservar o acervo constituído pelo legado de Luiz Gonzaga, O Rei do Baião, em Exu, sua terra natal.

Ney Vital conta que esse legado foi iniciado pelo próprio Luiz Gonzaga que, retornando a Exu, teve a idéia de criar esse espaço cultural, dotando-o com objetos pessoais, tanto próprios, como de seu pai, o sanfoneiro de 8 baixos, Mestre Januário.

Em Exu, todos anos anos (antes da pandemia Covid-19) era realizada duas grandes encontros: A Festa da Saudade, 02 de agosto celebrando a morte de Luiz Gonzaga e 13 de dezembro, data de aniversário do Rei do Baião.


O Museu do Gonzagão traz a marca de seu caráter, cultor de raízes e nordestino assumido. "Quem visita Exu, terra de Luiz Gonzaga percebe o quanto Luiz Gonzaga, na sua autentidade de nordestino, deixou a melhor parte de sua história, marcada por grandes mudanças, pelejas e o sucesso conhecido de todos, e detalhe, não só no Brasil mas no mundo. Por isto sempre digo, em tempos que identidade cultural no mundo globalizado, é fator de atração turística".

Dia do nordestino 

"O dia do nordestino é essa representação. Aqui no sertão num raio de 300 km podemos citar que temos Exu e Luiz Gonzaga, Assaré no Ceará e o Poeta Patativa, em Juazeiro do Norte, Padre Cícero e Serra Talhada, Lampião, personagens culturais e históricos que o Brasil deve conhecer e se aprofundar cada vez mais neles, pois são geradores de emprego e renda, turismo".


Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré, Padre Cícero do Juazeiro são identidades, um grande tesouro da cultura nacional, um dos maiores traços da identidade do Brasil.

"E Rádio Jornal quando divulga a poesia, a literatura, a defesa do Rio São Francisco, a sanfona como símbolo maior de um povo presta um serviço, que é também educador e transformador, contribui para o sentimento de pertencimento", disse Ney Vital.


A criação do Dia do Nordestino é uma homenagem ao poeta popular, compositor e cantor cearense Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, nascido em 1909. Patativa morreu no ano de 2002.

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