CAMISAS DE FUTEBOL

CAMISAS DE FUTEBOL: Veja a evolução da moda e tecnologia no futebol

Saiba como foi a evolução dos uniformes no futebol

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Cadastrado por

Túlio Feitosa

Publicado em 05/09/2023 às 10:00 | Atualizado em 05/09/2023 às 10:01
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No mundo do futebol, o início da temporada traz não apenas expectativas para o desempenho das equipes, mas também uma explosão de novos uniformes.

Cores, desenhos, cortes, marcas e fornecedores esportivos competem para lançar as últimas tendências no mercado. Afinal, essas camisas não são apenas peças de roupa, mas também fontes de receita para os clubes.

A popularidade das camisas muitas vezes está diretamente ligada ao desempenho da equipe durante a temporada. Conquistas importantes tornam uma camisa ainda mais valiosa e emblemática.

Divulgação
CBF apresenta os uniformes da seleção para a Copa América 2019 - Divulgação

No entanto, a ideia de lucrar com a venda de camisas não existia nos primórdios do futebol. Na Inglaterra, onde o esporte supostamente nasceu, os jogadores usavam cachecóis e chapéus para se diferenciar durante os jogos de inverno.

Mesmo assim, identificar os jogadores era difícil, levando à regra de que todos deveriam usar um chapéu vermelho e outro azul para facilitar a identificação das equipes.

À medida que o tempo passou, as regras do jogo se modernizaram, e a partir de 1870, os uniformes se tornaram uma parte essencial da identificação dos jogadores.

Isso não foi uma transição fácil, já que as camisas tinham que ser encomendadas de alfaiates, e os modelos coloridos eram mais caros do que os brancos, que eram preferência da época.

Reprodução/Internet
Zoca (E) e Pelé (D) - Reprodução/Internet

A Revolução dos Tecidos

A evolução do jogo de futebol também se refletiu nos uniformes usados pelos jogadores. No passado, as camisas eram simples, com golas enormes, botões e sem números. No entanto, durante a Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil, os números nas camisas se tornaram oficiais e obrigatórios.

Mas mesmo com essa melhoria, as camisas eram feitas principalmente de algodão, um tecido confortável, porém problemático quando molhado pela chuva ou pelo suor dos jogadores. O algodão molhado ficava pesado e prejudicava o desempenho dos atletas.

Para resolver esse problema, a indústria esportiva introduziu o poliéster na década de 80. Esse material era mais leve e não grudava no corpo quando molhado, facilitando a evaporação do suor. No entanto, o poliéster também tinha seus desafios, incluindo reações alérgicas em alguns jogadores devido à sua composição química.

As pesquisas continuaram, e cerca de uma década depois, tecnologias como Dri-Fit, patenteada pela Nike, e ClimaCool, da adidas, foram desenvolvidas. Esses materiais conseguiram eliminar o suor sem irritar a pele dos jogadores de maneira eficaz.

Além disso, a indústria incorporou o uso de garrafas PET recicladas na composição dos materiais e implementou cortes e furações a laser para facilitar a troca de calor, como vemos nas camisas modernas dos principais times do mundo.

DIVULGAÇÃO/NIKE
Catorze novos uniformes foram lançados pela Nike na Copa do Mundo de 2019 - DIVULGAÇÃO/NIKE

Camisas Além do Campo

Mais do que apenas uniformes esportivos, as camisas de futebol evoluíram para se tornarem ícones da moda. Hoje em dia, elas fazem parte do guarda-roupa de muitas pessoas, não apenas para uso em estádios, mas também como itens de estilo.

Elas podem ser usadas em sua forma original, diretamente da loja, ou customizadas para se transformarem em saias e vestidos únicos.

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