Mata Sul

Chuvas voltam a causar transtornos em Palmares e Água Preta

Do JC Online
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Publicado em 28/06/2010 às 13:27
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Com as chuvas que voltaram a cair neste domingo (27) e segunda-feira (28) na Mata Sul do Estado, a situação voltou a ficar complicada na região. Na cidade de Palmares, uma das mais atingidas pelas chuvas, o centro do município voltou a ficar alagado. A água chegou à cintura de alguns moradores.

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Devido à quantidade de chuvas, os rios Una e Pirangi, que cortam a cidade, transbordaram causando ainda mais transtornos às pessoas que já estavam tentando limpar as residências e reorganizar suas vidas. Situação igual enfrentam os moradores de Água Preta, Mata Sul do Estado.

Desde esse domingo (27), não para de chover em Água Preta. 'Estamos vivenciando uma nova enchente mas que não é com a mesma proporção do dia 18', disse o prefeito de Água Preta, Eduardo Coutinho. Ainda segundo ele, o quadro é de muita preocupação e a população está muito fragilizada. 'O povo já estava retornando para as casas e tiveram que voltar para os abrigos', completou.

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O problema é que, depois das chuvas, vêm a lama e os riscos de epidemia. Ao todo, 19 abrigos estão sendo disponiblizados em Água Preta para os moradores em escolas e igrejas. As enchentes atingiram 14.617 pessoas na cidade destruindo 793 casas e danificando 2127.

NOVA CIDADE - O problema é tão sério que o prefeito Eduardo Coutinho está no Recife para discutir com a Secretaria de Cidades a reconstrução de Água Preta em um novo local, distante 2 km do centro atual da cidade.

Ainda de acordo com Coutinho, a expectativa é de construir cerca de 500 casas até o final do ano na nova área, que já foi desapropriada pelo Governo do Estado. Emergencialmente, todas as estradas que cortam o município terão de ser recuperadas e também o calçamento.

CHUVAS - Segundo o balanco da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), 20 pessoas já morreram em decorrências das chuvas no Estado. Uma das últimas vítimas foi uma criança de dois anos no bairro da Linha do Tiro, Zona Norte do Recife, que morreu após uma barreira deslizar sobre a residência em que ela estava juntamente com mais quatro crianças e os pais.

 

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