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Palmares: uma cidade mergulhada na lama e no caos

Pablo Esteves
Pablo Esteves
Publicado em 28/06/2010 às 12:32
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Onze dias após a enchente do rio Una, moradores do município de Palmares, na Zona da Mata, tentam recuperar o que restou nas casas, comércio e prédios públicos.

Com a liberação da água nas tubulações de algumas localidades, esse fim de semana, os moradores aproveitaram para tentar limpar o que restou.

O comerciante Elias Francisco Silva, de 49 anos, que teve o bar totalmente submerso pela água do rio, passou o fim de semana contabilizando os prejuízos.

“Perdi tudo que tinha. A lama destruiu o meu ponto comercial e a minha casa, no bairro Santo Antônio. Hoje estou morando com minha família no abrigo da prefeitura”, desabafou.

No bairro São Sebastião, onde a água atingiu quase oito metros de altura, o aposentado Edilto Sampaio da Silva, 70, observou os destroços da casa.

“Não sobrou nada! Tenho apenas o terreno agora. Estou com minha esposa abrigada no Colégio Nossa Senhora de Lourdes. Ainda não sei o que vou fazer daqui pra frente”, lamenta.

Em meio a relatos de desespero, atos de solidariedade.

O funcionário público Gildo da Silva, 44 anos, saiu de Água Preta, desde o dia seguinte a cheia, para ser voluntário em Palmares e ajudar a recuperar a cidade.

“Graça a Deus não tive minha casa atingida pela cheia. O mínimo que posso fazer, agora, é ajudar essas pessoas que perderam tudo. Já tirei lama de algumas casas, do Hospital Regional de Palmares, e do comércio”, diz.

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