Chuvas

Volta a chover na Mata Sul de Pernambuco

Do Jornal do Commercio
Do Jornal do Commercio
Publicado em 28/06/2010 às 8:13
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As chuvas desse domingo (27) colocaram as cidades da Mata Sul em alerta. Em algumas cidades, como Catende e Palmares, a população ribeirinha teve de desocupar as casas por precaução, com medo de uma nova tragédia por causa dos temporais que causaram 18 mortes e deixaram mais de 80 mil desabrigadas ou desalojadas no Estado.

De acordo com o coronel dos Bombeiros Manuel Cunha, que estava em Catende no fim da tarde desse domingo (27), a água do rio que cruza a cidade subiu cerca de um metro com a chuva. “Por causa disso, estamos desocupando as casas da população ribeirinha que estavam sendo reocupadas. Mas estamos fazendo com calma, mandando de volta para o abrigo, por precaução”, afirmou coronel Cunha.

Em Palmares, a situação é similar. Segundo o grupo que coordena a reconstrução no município, a desocupação das casas é preventiva. “Não é uma cheia grande, mas é uma cheia. O rio começou a encher depressa. A Defesa Civil mandou tirar todo mundo da parte baixa. Quem estava lavando as casas, querendo se mudar, está voltando para os abrigos”, disse. Segundo ele, as chuvas prejudicaram o trabalho de reconstrução da cidade. “As máquinas que estavam fazendo serviço nessas áreas a gente mandou tirar. Os trabalhadores que estavam lá saíram, voltaram para suas casas”, relatou o prefeito de Palmares, José Bartolomeu.

De acordo com o prefeito, as comportas da barragem do Rio Prata foram abertas, para que o fluxo da água fosse controlado, em uma atitude de precaução para evitar enchentes.O clima é de medo nas cidades da Mata Sul. Sem informações, vários moradores das cidades devastadas pela chuva, como Barreiros, ligaram, ontem, para o Jornal do Commercio, tentando obter informações.

A previsão é de mais chuva para a Mata Sul, de acordo com o Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe). “Na Mata Sul está chovendo e vai continuar chovendo, mas não com aquela intensidade (que causou as cheias)”, afirmou ontem o meteorologista Lindemberg Lucena. Pela previsão de outro laboratório, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), haverá chuva em todo o Estado, pelo menos, até quarta-feira (1).

Por causa da chuva que voltou a cair ontem, foi adiado o encontro dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e Téo Vilela, de Alagoas, que ocorreria hoje, no Recife. Eles discutiriam a reconstrução das cidades atingidas. Vilela preferiu ficar no seu Estado, acompanhando os problemas provocados pelas enchentes.

De acordo com o governo, aumentou para 12 o número de municípios em calamidade pública em Pernambuco, já que Catende, Primavera e Maraial mudariam hoje de situação de emergência para estado de calamidade.

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