Chuvas

Distante de tudo e de todos

Eduardo Machado
Eduardo Machado
Publicado em 09/07/2010 às 2:33
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Na última segunda-feira, após 18 dias comendo peixe, banana e fuba, a dona de casa Maria Lúcia da Silva, 41 anos, não aguentou mais ver as filhas passando necessidade e resolveu enfrentar o isolamento a que está submetida desde a enxurrada do mês passado. Ela levou dez horas para ir e voltar a pé de sua residência no Engenho Santa Cruz, em Catende, na Mata Sul, até o comércio no Centro do município.

A ponte caiu e o caminho principal acabou interditado. A rota alternativa está destruída por deslizamento de barreiras e pedras. Assim como a de Maria Lúcia, outras 77 famílias estão isoladas no Engenho Santa Cruz. Somente em Catende, outras três vilas rurais são abastecidas apenas por via aérea. Três semanas após a enchente, que destruiu estradas e pontes, Pernambuco ainda tem centenas de pessoas vivendo em comunidades ilhadas.

“Saí de casa às sete da manhã. Todo caminho tinha desabado ou estava com um metro de lama. Fui andando pelo meio do mato até chegar na rua (Centro). Comprei um quilo de açúcar, um de arroz, um pacote de leite, carne e bolacha. Era o que dava para carregar. Cheguei de volta às cinco da tarde. Andei tanto que depois passei dois dias doente”, contou Maria Lúcia.

Leia mais na edição desta sexta-feira do Jornal do Commercio.

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