Será que é possível aliar honestidade e política?

Por Dilson Oliveira
Por Dilson Oliveira
Publicado em 09/07/2010 às 8:36
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A largada da campanha eleitoral 2010 já foi dada, e os postulantes a algum cargo já estão nas ruas como salvadores da pátria, à procura dos votos, com suas promessas, algumas interessantes, outras apenas com a intenção de iludir os eleitores.

Mas é bom que fiquemos atentos, e eu já estou. Tenho acompanhado pelos jornais e através da internet, as declarações dos bens, dos nossos candidatos, e como não seria diferente, fique surpreso...

Surpreso pelas fortunas declaradas por uns, e “até com pena” de outros pelo estado de “miserabilidade” em que vivem. Chega a dar dó em vê o que eles têm.

Tem candidato que declara à justiça, patrimônio inferior ou semelhante ao de um trabalhador assalariado. Esse deve ser o símbolo da honestidade entre nossos políticos, ou tudo que recebeu repassou ao povo.

A cara de pau de alguns candidatos, que se dizem sérios, diga-se de passagem, começa antes de a campanha iniciar, quando eles enviam à Justiça Eleitoral, a sua declaração de bens.

Tendo a absoluta certeza de que o povo é besta, ou de que o eleitor não acompanha, ou não está nem aí para essas informações, eles omitem o que têm, escondem dados, e o pior de tudo, é que fica por isso mesmo, como se estivessem jurando de pés juntos, falando toda a verdade do mundo.

Esquecem eles, que omitindo hoje, eleitos amanhã, estão passivos de no futuro bem próximo ser taxados de usarem a política para enriquecer, tamanho o aumento de patrimônio que aparece de uma eleição para outra.

Tem candidato que declara à justiça, patrimônio inferior ou semelhante ao de um trabalhador assalariado. E olha, que ele depois de reeleito, já postula cargo num degrau superior. Esse deve ser o símbolo da honestidade entre nossos políticos, ou tudo que recebeu repassou ao povo.

Seria bom que o eleitorado estivesse atento a esses dados. Precisamos acompanhar de perto, observar e analisar não só as promessas, pois quem começa mentindo não merece credibilidade, muito menos o nosso voto.

Isso me faz lembrar uma das eleições em Caruaru, no Agreste pernambucano, onde um conceituado empresário da cidade, conhecido por todos, sequer declarou ser sócio de sua empresa, disputou uma eleição, e claro, se elegeu.Outro fator que chama a minha atenção é quanto eles devem gastar em suas campanhas. Gastam milhões em busca de um salário tão baixo.

Será mesmo a vaidade e a vontade de representar o povo que torna a disputa tão acirrada?

Que fiquemos atentos, que analisemos e escolhemos melhor os nossos representantes, pois só assim, poderemos mudar esse quadro de corrupção que impera na política brasileira.

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