TURISMO

Parque ecológico Vale do Catimbau é destaque no cenário nacional

Pablo Esteves
Pablo Esteves
Publicado em 11/07/2010 às 10:00
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Paredões de rochas com mais de 50 metros de altura circundam parte da região que têm características pré-históricas. O Parque ecológico Vale do Catimbau, no município de Buíque, distante 258 km do Recife, mantém áreas de natureza praticamente intocada pelo homem. A vegetação de caatinga, composta por cactos e árvores de clima seco, ambienta a paisagem quente e cheia de mistérios, localizada entre o Agreste e Sertão Pernambucano.

'Para fazer trilhas neste lugar é importante utilizar calça jeans, devido a vegetação espinhosa, além de calçar tênis confortável. Como também não há residências na área, levar uma boa quantidade de água é de extrema importância', diz o guia ecológico Márcio Roberto de Araújo, 27 anos, ressaltando que 'o percurso da trilha também é longo, com cerca de três horas de duração, então não deixe de colocar na bolsa lanche, que pode ser barra de cereais, biscoitos e frutas'.

Uma das trilhas tem início na área das formações rochosas que ganharam o nome de torres. No topo, elevações com formato de cones comprovam que a região foi cortada por rios de grande profundidade.

“Segundo os estudiosos, essas torres são a prova que toda esta área esteve inundada por rios profundos, já que a água teria cortado as rochas e moldado esse formato que mostra o percurso do rio que tinha início no recôncavo bahiano”, diz o guia.

Mas, para chegar lá, é preciso encarar uma caminhada de mais de uma hora. O solo arenoso torna-se um dos maiores desafios. É necessário escalar pedras que, em certos trechos, parecem formar uma escadaria – o que facilita a escalada. Passando pela Serra das Torres é preciso ter cuidado, pois as pedras se quebram facilmente.

Seguindo o percurso, chega-se ao ponto final: o sítio arqueológico Casa de Farinha. O nome foi dado devido ter sido encontrado, há 40 anos, uma fábrica artesanal de farinha que acredita-se ter sido construída por índios locais.

Mas o que chama a atenção no lugar são as escritas rupestres. Os paredões de rochas apresentam desenhos feitos à mão utilizando produtos naturais como o óxido de ferro extraído das pedras por índios há seis mil anos.

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