Agora só falam de Copa do Mundo 2014, esqueceram da fome, da violência...?

Por Dilson Oliveira
Por Dilson Oliveira
Publicado em 14/07/2010 às 9:00
NOTÍCIA
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Ainda bem que a Copa acabou. Depois de trinta dias de bola rolando pelos gramados africanos, todas as atenções estavam voltadas para o mais importante torneio futebolístico mundial, e ele chega ao fim com a consagração da seleção espanhola.

Ganhou quem teve mais competência, quem melhor se estruturou, coisa que infelizmente nosso selecionado não fez. Mas agora as atenções estão voltadas para 2014, pasmem, será daqui a quatro anos, mas só se fala nisso já agora. Quero me prender a falar neste momento, não sobre futebol, mas sobre esse tema que já levanta muita polêmica. Saber se é justo, se gastar tanto dinheiro para sediar um mundial, onde as mazelas reinam neste país e não se tem prioridade para suas resoluções.

Como anda a saúde do nosso povo? A segurança pública? A nossa política habitacional? E a nossa educação?

Sem falar que já neste mundial de 2010, o Brasil já gastou milhões e milhões, só com a divulgação do evento que vamos sediar em 2014. Imaginem que a perspectiva, por baixo, é de que o Brasil, invista R$ 11 bilhões, para sediar o mundial. Esse dinheiro deve ser investido na reforma e construção de estádios e na infra-estrutura para a festa.

E eu fico me perguntando. A copa é excelente, não podemos negar, mas será que aqui não temos prioridades mais importantes? Se alguém não sabe, eu adianto: Como anda a saúde do nosso povo? A segurança pública? A nossa política habitacional? E a nossa educação? Será que temas como estes não mereciam atenção semelhante dos nossos governantes?

Eu não consigo entender, como não existe dinheiro para essas mazelas que tanto afligem nossa população, mas de repente aparece tanto dinheiro para a Copa do Mundo no Brasil.

Este com certeza será um assunto para refletirmos nos próximos quatro anos, pois enquanto a alegria da copa estiver em alta, com certeza continuaremos tendo muita gente passando fome, morrendo nas filas dos hospitais, sem educação, sem educação, e sem ter onde morar.

E o pior de tudo é que nossos governantes sabem disso... 

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