PARALISAÇÃO

Greve do Ministério do Trabalho continua e gera transtornos em Caruaru

Jonnath Monteiro
Jonnath Monteiro
Publicado em 16/07/2010 às 17:39
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Quem for à sede do Ministério do Trabalho, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, depois do meio dia, tem que voltar. É que o atendimento no local está acontecendo apenas no horário da manhã. E está sendo assim desde maio, quando uma decisão da justiça obrigou os servidores a voltar com os atendimentos.

“Apesar dessa decisão, o movimento de greve continua por tempo indeterminado. Estamos aguardando a decisão do Supremo Tribunal Federal em relação ao movimento”, disse o auditor fiscal do trabalho, Francisco Reginaldo.

O problema é que tem muita gente sendo prejudicada. A auxiliar de escritório, Charlene Chagas, conseguiu resolver uma homologação, mas reclama da demora.

“Por trabalhar em um escritório de contabilidade preciso vir todo dia aqui, contudo, cada vez que venho é um stresse”, disse ela. Por dia o número de solicitações do seguro desemprego está limitada a 40 fichas. Para a emissão de carteira de trabalho são apenas 24. Ainda segundo o auditor fiscal, na parte da tarde os servidores estão no prédio, mas só realizam trabalhos internos. 

O Ministério do Trabalho de Caruaru tem 15 servidores, mas segundo eles próprios, seria preciso pelo menos o dobro para atender a demanda de mais de 60 municípios do Agreste e Sertão do estado. Essa é uma das reivindicações que estão na pauta da greve.

Os servidores pedem também melhores salários e a implantação de um plano de cargos e carreira. A greve dos servidores do Ministério do Trabalho tem amplitude nacional e acontece há mais de três meses, desde o dia 13 de abril.

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