Que honrem seus compromissos e suas promessas

Por Dilson Oliveira
Por Dilson Oliveira
Publicado em 04/10/2010 às 17:10
NOTÍCIA
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Foram quase três meses de campanha nas ruas em busca do voto do eleitorado e neste domingo pudemos exercer nosso direito de cidadão, elegendo aqueles que achamos ser o melhor para nós, e para o Estado.

Agora só resta definir quem será o responsável pelos destinos do país nos próximos anos. E essa definição, para surpresa de muitos, só teremos no segundo turno, no último dia deste mês.

Vamos então fazer uma reflexão sobre os números das eleições aqui em Caruaru, Agreste de Pernambuco.

Na disputa do Palácio do Planalto, a candidata Dilma Rousseff conseguiu em Caruaru quase o dobro dos votos do segundo colocado, José Serra; que por sua vez dobrou a votação obtida pela terceira colocada a senadora Marina Silva.

Surpresa para mim, a votação da Marina Silva, que ultrapassou a casa dos 20 mil votos, mesmo sem ter grupo político de expressão lhe apoiando na cidade.

Na disputa pelo Governo do Estado, o reeleito Eduardo Campos conseguiu ter quase três vezes mais votos do segundo colocado Jarbas Vasconcelos, que desta vez não empolgou em lugar algum, e aqui não foi diferente.

Quando vamos para o Senado, o rolo compressor do candidato socialista, igualmente fez em todo lugar, passou por cima de todos. Coitado do “quase vitalício” Marco Maciel foi engolido e não sabe nem o que dizer. E não precisa dizer....

Na composição da Assembleia Legislativa, Caruaru conseguiu aumentar consideravelmente sua representação. De um, passaremos a ter três representantes, um de cada força política da cidade, dando um prenúncio do que teremos daqui a dois anos.

O atual vereador Tony Gel, do DEM, conseguiu se eleger Deputado Estadual, não com a votação que queria, passou por maus momentos em alguns momentos da totalização dos votos, mas chegou lá.

Obteve 38.323 votos, deles 29.388 só em Caruaru, e outros 8.935 em outros municípios do Estado. Mesmo dando um desconto, já que sabemos que lutou contra as três forças da situação na cidade, foi pouco voto em sua terra, e pouco voto também na região, pelo nome e expressão que tem. De consolo conseguiu dar quase 15 mil votos ao seu companheiro de chapa, o Deputado Federal Augusto Coutinho.

A vereadora Laura Gomes, do PSB, este ano insistiu, resistiu às forças contrárias, inclusive dentro do seu próprio grupo político, surpreendeu aqui, e também fora de Caruaru. Com garra e a boa “ajuda superior” conseguiu se eleger, e agora já desponta como um novo nome, mesmo já tendo dois mandados na Câmara Municipal, para o próximo pleito.

Laura obteve 40.962 votos no Estado, sendo 22.186 só em Caruaru, e outros 18.776 fora da cidade, superando inclusive o já conhecido e veterano Tony Gel. Dessa vez, venceu a tudo e a todos, com sua determinação e seu carisma.

Da tradicional família Lyra, começa a surgir uma nova liderança. A procuradora do Estado, Raquel Lyra, debutante em eleições, conseguiu se eleger. O seu pai, o atual e reeleito vice-governador João Lyra Neto, fez mostrar sua força e seu prestígio não só em Caruaru, mas também na região.

Raquel, conseguiu 49.620 votos em todo o Estado, sendo 31.588 só em Caruaru, e outros 18.022 nas cidades da região, com a força do seu pai. Este ano foi a campeã de votos na cidade.

Se considerarmos pelos números, o vereador Tony Gel, com toda sua experiência política de já ter exercido dois mandatos de deputado federal, e duas vezes prefeito, ter tido menor votação que as estreantes pode-se considerar um fiasco. Mas se partirmos para a análise de que brigava contra três forças opostas, e de base do governo seja municipal ou estadual, podemos dizer que foi um vitorioso.

E por último a votação do Deputado Federal, reeleito Wolney Queiroz que surpreendeu até a ele próprio. Nem o pedetista esperava ter 60.328 votos em Caruaru, dobrando sua votação em relação ao pleito passado, quanto menos 113.885 votos na contagem final. Foi uma surpresa boa para ele e seus correligionários.

Em todos os casos, e até analisando números de eleições passadas, coincidência ou não, o que podemos deduzir é que com o “poder” na mão, (não sei por quais motivos, e até se especulam muitos) é que é mais fácil, e menos complicado conseguir o tão disputado voto.

E como já falei anteriormente, o papel do eleitor ainda não acabou. Ainda nos falta exercer nosso direito de cidadão, no segundo turno presidencial. E que a partir de agora, estejamos atentos, e prontos para cobrar o cumprimento das promessas, que não foram poucas.

E que os eleitos tenham apenas uma certeza, que possam cumpri-las e estar sempre ao lado do povo. Para que esse mesmo povo, não venha daqui a quatro anos, ou menos, fazer justiça com as próprias mãos.

Quem viver, verá...

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