ARTE

Caruaru atrai amantes do artesanato

Pablo Esteves
Pablo Esteves
Publicado em 11/10/2010 às 15:01
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Colecionadores e admiradores da arte popular encontram na Feira de Artesanato de Caruaru um universo de artigos desenvolvidos nas mais diversas técnicas e utilizando materiais que também sobrepõem ao barro. O passeio por este ponto turístico também é valido para quem quer apenas comprar uma peça, seja para decorar uma parte da casa ou escritório.

A pesquisadora universitária Alana Dias de Albuquerque, 29, saiu do Rio de Janeiro para conhecer o artesanato do Nordeste. Na hora de escolher o destino, ela não teve dúvida. “Sempre que viajo encontro os famosos bonecos de barro de Caruaru. Já encontrei em Salvador, Natal, Brasília e também na capital carioca. Foi isso que despertou o interesse em conhecer esse município”, ressalta a estudante.

Alana já tinha visto as peças em grupos que formam bandas de pífanos e, antes de conhecer Caruaru, achava que se tratava de representação de bandas de forró. “Não fazia ideia que existia bandas de pífanos. Tive a oportunidade de conhecer uma destas no Alto do Moura e fiquei encantada. É muito interessante como os artesãos representam a cultura do lugar nessas esculturas”, comenta Alana, ressaltando que vai iniciar uma pesquisa sobre o artesanato.

As barracas aqui funcionam como lojinhas e abrem diariamente. Muitas das peças vendidas no lugar são fabricadas no Alto do Moura, bairro onde o Mestre Vitalino fez seguidores da arte do barro.

Entre as esculturas mais procuradas pelos visitantes estão as bonecas que representam negras com roupas coloridas. “Muitas dessas peças são vendidas para comerciantes de Salvador, pois lembram as bahianas”, ressalta a feirante Maria das Dores, 42.

Mas a diversidade é a característica principal da Feira, considerada Patrimônio Imaterial Brasileiro, através do Instituto de Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (IPHAN). O barro, que deu fama à cidade, também abre espaço para outros materiais que servem de base para o artesanato. A renda renascença, por exemplo, tem seu espaço garantido.  Na loja Suzy Artesanato a comerciante Thaysa Silva vende roupas feitas em 100% algodão. São vestidos e saias com um toque regional. Os valores das peças, que são personalizadas, ficam em torno de R$50.

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