Artesãos do Alto do Moura estão há mais de um ano sem receber da Prefeitura de Caruaru

Por Dilson Oliveira
Por Dilson Oliveira
Publicado em 21/10/2010 às 9:50
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Esta semana destaquei em meu programa O Povo na TV, da TV Jornal Caruaru, o desrespeito da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, no Agreste pernambucano, e da Fundarpe, Fundação do Patrimônio Artístico de Pernambuco, com os artesãos do Alto do Moura.

Tido como o Maior Centro de Artes Figurativas da América Latina, cerca de 100 artesãos do local estão comendo o “pão que o diabo amassou” para receber um mísero cachê referente a confecção de peças em barro, alusivas “ainda” a comemoração do Centenário do Mestre Vitalino. Vitalino que aliás, já deve ter “estremecido” em seu túmulo, com tamanha falta de respeito com seus discípulos aqui na terra. É que há mais de um ano eles tentam receber o dinheiro, e nada.

O centenário do Mestre, foi comemorado em 2009, a cidade fez festa para marcar a data que foi destaque nacional, como deveria ser também esse descaso.

A “encomenda” foi feita sob o pretexto de mais uma homenagem ao filho ilustre, que tanto enalteceu o nome da cidade lá fora. Peças foram confeccionadas com o maior carinho, não pelo valor financeiro, mas pela importância do homenageado e da festa.

Todo esse tempo se passou e o que se vê são desculpas esfarrapadas, sem que ninguém tome uma providência para resolver o problema.

A Fundarpe utiliza o argumento que aguarda o recebimento de documentação adequada da Associação dos Artesãos do Alto do Moura, para que o pagamento seja efetuado e garante que tal valor já está até “empenhado”.

Enquanto isso, a Fundação de Cultura e Turismo assiste a tudo isso, calada.

Sinceramente, não consigo entender onde é que fica a tão falada parceria entre Prefeitura e Governo do Estado, já que cada um representa um dos órgãos envolvidos: Fundação de Cultura e Fundarpe.

Até que concordo com a exigência da documentação legal, mas no mínimo isso é uma tremenda falta de respeito com os profissionais do barro. Se quisessem já teriam resolvido e até efetuado o pagamento individualmente, sem a interferência de associação alguma.

Tenho certeza, que na liberação de recursos para shows fantasmas, e na distribuição de milhões com empresas de eventos fictícias, não se exigiu tanto, nem tão pouco tiveram tanto cuidado.

Que cuidem em pagar o que devem, ou pelo menos devolvam as peças aos seus criadores!

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