PROVIDÊNCIA

Cerca de 600 moradores denunciam falta d\'água em Pertrolina

Do JC Online
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Publicado em 26/10/2010 às 15:30
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Cansados com a constante falta de água, moradores da Vila Marcela, na zona leste de Petrolina, devem encaminhar nesta terça-feira (26), um abaixo assinado contendo 596 assinaturas, pedindo providências com relação ao problema. O documento será entregue na sede da prefeitura e também no escritório regional da Compesa. De acordo com os moradores, há cerca de 15 dias o bairro não tem água. A iniciativa foi definida esta segunda, durante uma assembleia.

“Todo mundo sofre com isso, principalmente as pessoas mais idosas e crianças. É uma situação já insustentável. Ninguém aguenta mais sofrer tanto. Tem gente que está adoecendo porque a água mal chega nas torneiras e quando vem, as pessoas têm que ficar carregando baldes de água. Alguma autoridade tem que tomar providência. Há alguns meses, faltava água de vez em quando. Agora o problema é constante”, enfatiza uma das integrantes do grupo de mulheres da Vila Marcela, Isabel Macedo.

De acordo com Isabel, uma nova reunião entre os moradores já está agendada para a próxima sexta-feira (29), às 19h. “Depois que entregarmos este abaixo-assinado vamos esperar alguma iniciativa ser tomada. Caso não aconteça nenhuma providência, vamos definir outra maneira de chamarmos a atenção para o problema. A comunidade quer fazer um manifesto, só falta decidir o local”, entrega.

Em entrevista à Rádio Jornal de Petrolina, recentemente, o gestor da Compesa no município, Itamar Fernandes, reconheceu que há problemas na distribuição de água, mas disse que o órgão está fazendo o que é possível para resolver a situação.

“Estamos numa época em que o consumo de água é muito elevado, há uma dificuldade de oferecer pressão nas torneiras de maneira igual para todas as áreas da cidade. Mas não estamos alheios ao problema, o órgão está implantando hidrômetros para ver se há um registro de uso mais racional da água e, desta forma, sobre para as comunidades que têm sofrido com o problema. Infelizmente, há um desequilíbrio hidráulico na rede de distribuição e os bairros mais afastados acabam sofrendo mais”, pontua.

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