DECISÃO

Júri condena motorista que tentou matar PRF a nove anos de prisão

Do JC Online
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Publicado em 27/10/2010 às 10:46
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O motorista Josenildo Ferreira da Silva, acusado de tentar matar o policial rodoviário federal Carlos Eduardo Azevedo, foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão por tentativa de homicídio qualificado. A sentença foi dada nessa terça-feira (26), por volta das 19h, pelo juiz federal José Baptista Almeida Filho, no Fórum Ministro Eraldo Gueiros Leite, em Garanhuns, no Agreste do Estado. O júri popular foi formado por sete pessoas, sendo duas mulheres e cinco homens.

Apesar da condenação, Josenildo poderá, em breve, ser posto no regime semiaberto, pois de acordo com a Lei de Execuções Penais o preso tem direito a progressão do regime, após ter cumprido 1/6 da pena total.

O policial Carlos Eduardo elogiou o trabalho do procurador de defesa, mas ficou insatisfeito com o resultado final do julgamento. “Infelizmente, a lei oferece algumas brechas. Pelo menos, o crime não ficou impune e ele
não é mais réu primário”, desabafa o agente.

O presidente do Sindicato da Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco (SINPRF-PE), Pedro da Silva Cavalcanti, compartilha da indignação do policial e afirma que a entidade vai entrar em contato com a promotoria para recorrer à decisão junto ao Ministério Público. Ainda de acordo com Cavalcanti, a agressão sofrida pelo policial traz à tona um problema relacionado às condições de segurança dos policiais durante o trabalho.

Segundo ele, em muitos postos espalhados nas rodovias federais do estado há apenas dois policiais em serviço. “Se o condutor que recebe uma multa é uma pessoa agressiva, esses policiais acabam correndo risco de vida”, afirma Cavalcanti. Para ele, é necessário duplicar o efetivo de PRFs em Pernambuco.

CASO - Na hora do incidente, ocorrido no dia 15 de março de 2009, o PRF Carlos Eduardo estava acompanhado apenas de outro policial. Os PRFs faziam uma blitz de rotina na BR-424, em Garanhuns. Na ocasião, Josenildo
Ferreira foi multado pelo agente Carlos Eduardo por dirigir um caminhão sem as faixas refletivas laterais.

Inconformado, o motorista voltou ao local alguns minutos depois e atropelou o policial, que foi jogado a uma
distância de seis metros. O motorista fugiu, mas foi pego no dia seguinte. Desde então, ele está preso. Já o policial teve vários ferimentos graves e foi levado para o hospital. Felizmente, após seis meses, o PRF Carlos
Eduardo voltou ao trabalho.

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