SAÚDE

Cidades do Interior com risco de surto de dengue

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Publicado em 12/11/2010 às 8:27
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Os casos de dengue registrados em Pernambuco este ano deixaram o Estado em alerta. Entre janeiro e outubro de 2010, a doença apresentou crescimento de 600%, em relação ao mesmo período de 2009. Mas foi na forma hemorrágica que o aumento se deu em maior proporção.

Os casos pularam de cinco confirmações, no ano passado, para 105 registros este ano, um número 20 vezes maior. Nessa quinta (11), o Ministério da Saúde divulgou levantamento nacional que aponta cinco cidades de Pernambuco com risco de surto. Para evitar a proliferação dos casos, sobretudo com a chegada do verão, a Secretaria Estadual de Saúde lançou plano de mobilização social voltado para 47 cidades, principalmente as atingidas pelas enchentes na Mata Sul, em junho.

O levantamento feito pelo Ministério é baseado em dados fornecidos pela secretaria. Dos 28 municípios de Pernambuco que enviaram informações até o momento, os que estão com risco de surto são Afogados da Ingazeira, Floresta e Serra Talhada (Sertão), Bezerros (Agreste) e Camaragibe (Grande Recife). Os números registrados nessas cidades estão muito acima do limite de infestação predial. Outros 17 estão em situação de alerta e seis apresentaram índices satisfatórios. Todos estão incluídos no plano lançado nesta quarta.

As principais vítimas da dengue são crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, que correspondem por 60,66% de todos os casos notificados em Pernambuco. Das cidades incluídas no plano, nove foram atingidas pelas enchentes. Todas receberão os mutirões, formados por 270 instrutores e profissionais, que atuarão nas escolas, além de agentes que irão até as casas distribuir panfletos, cartilhas, bottons e um total de 100 mil capas de vedação de reservatórios de água. Os grupos devem atuar nos pontos com maiores índices de contaminação, que superem os 3,9% da população local. A primeira cidade a receber os agentes de saúde foi Palmares, uma das mais atingidas pelas chuvas.

As ações acontecerão até o fim de dezembro. De acordo com o secretário de saúde, Frederico Amâncio, a iniciativa é uma forma de mobilizar a sociedade para evitar que surjam novos focos do mosquito. “Com a chegada do verão, os casos se multiplicam. Porque é nesse período que as larvas vão se proliferando. Queremos conscientizar as pessoas para evitar que esse ciclo se inicie”, explica o secretário.

Uma das maiores preocupações das autoridades é com a forma hemorrágica, que avançou num percentual bem acima da versão clássica da doença. As notificações de casos suspeitos da versão hemorrágica subiram de 23 para 323, comparando os anos de 2009 e 2010. Pernambuco e outros seis Estados do Nordeste foram considerados como alerta máximo pelo ministério, que classifica a área como região de risco muito alto de contaminação.


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