SAÚDE

Afogados da Ingazeira questiona levantamento dos casos de dengue no município

Luiz Carlos Fernandes
Luiz Carlos Fernandes
Publicado em 15/12/2010 às 10:29
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O Secretário Municipal de Saúde de Afogados da Ingazeira, Gilberto Sanomya, apontou falhas no Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Lira) do Ministério da Saúde, que aponta o município sertanejo com maior taxa do Brasil, 11,7% dos domicílios pesquisados afetados. A afirmação foi feita em entrevista a Rádio Transertaneja FM, nessa terça-feira (14).

De acordo com o secretário, o índice de infestação predial foi medido no início de novembro, após das chuvas no final de outubro. \"Sabemos que as larvas se proliferam na água limpa, além disso, no momento que mais precisávamos o ministério diminuiu a quantidade de abates (venenos que combatem as larvas do mosquito Aedes aegypti), de 11 mil baixou pra oito esse ano e com isso os agentes de endemias tiveram que economizar\", apontou.

Outra falha apontada por Sanomya, foi que o Ministério da Saúde só fez a medição nos 370 cidades brasileiras consideradas pólos. No Sertão do Pajeú, além de Afogados da Ingazeira, três cidades estão entre as dez primeiras do ranking negativo. Serra Talhada (8,2%), Ouricuri (7,2%) e Floresta (5,7%), consideradas pólos. \"Não foi feita a medição em cidades vizinhas com muitos da doença, como Quixaba e São José do Egito\", esclareceu.

Para o secretário, a mídia nacional contribuiu para gerar pânico entre as populações desses municípios, ao divulgar estatísticas que foram obtidas em processo falho por parte do próprio Ministério da Saúde.

\"Não recebi nenhuma ligação do Ministério até agora, mesmo sendo o Secretário de Saúde do município que colocam na liderança do maior índice de larvas e mosquitos por residência\", desabafa.

Até agora Afogados da Ingazeira registrou 89 casos de dengue clássica e dois casos de dengue hemorrágica,  desde o início deste ano. Nenhum óbito foi registrado.


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