Polêmica e indecisões marcam votação para presidente da Câmara de Vereadores de Caruaru

Por Dilson Oliveira
Por Dilson Oliveira
Publicado em 18/12/2010 às 15:54
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Esta semana foi uma das mais agitadas no cenário político local, tudo por conta da eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Vereadores de Caruaru, agreste pernambucano.

Os indícios davam conta, como de fato aconteceu, de que teríamos uma disputa, e jamais candidato de consenso ao cargo de presidente da Casa Legislativa.

E ao final de muitos conchavos, barganhas, negociações, desistências e lançamentos de candidaturas, prevaleceu a perseverança e a determinação daquele que lutou contra tudo e contra todos, fincou o pé, não abriu mão dos seus ideais, e terminou chegando lá: o presidente eleito Lícius Cavalcante, do PC do B.

Mas esta eleição foi marcada por fatos interessantes, antes, durante e depois da definição da nova mesa diretora, para que possamos fazer uma reflexão e buscar algumas respostas que ainda não nos deram se não vejamos:

Depois de eleito o novo presidente, agora é colocado como se sempre fosse o candidato preferido do prefeito. Mas se era assim, porque houve tanta discussão, tantas idas e vindas, tantas reuniões? Porque não lançaram ele logo e o elegeram já na noite de terça-feira (14), se era ele que todos queriam?

Se Lícius Cavalcante era o candidato preferido de todos, inclusive do prefeito, porque o presidente do seu partido, Eduardo Guerra, momentos antes da eleição, foi à Câmara tentar mudar o voto do vereador Edmilson do Salgado, do PC do B; sob a alegação de que Lícius havia se lançado na disputa sem consultar o partido?

Ou será que a presença dos vereadores Diogo Cantarelli e Louro do Juá, na mesa diretora, também seria de bom gosto aos olhos do executivo municipal?

E afinal, se era Lícius o candidato de todos, porque não foi candidato único, ou eleito por aclamação?

Porque se chegou a tudo isso e inclusive a se cogitar a possibilidade, sei lá como, de reeleger o presidente Rogério Menezes?

Ao término de todo o processo, e diante de tanta polêmica, ficam outros questionamentos: houve interferência do Executivo na eleição do legislativo?

De uma coisa tenho certeza, esta eleição da Casa Jornalista José Carlos Florêncio, nos mostra que quando os nossos vereadores querem, eles dão o seu grito de independência. Mostram que não são vereadores lagartixas que só balançam a cabeça obedecendo às ordens do executivo.

Executivo este, que hoje deve estar fazendo uma reflexão sobre o tratamento que tem dado aos seus aliados.

E para finalizar, tenho a certeza de que o ex-presidente Rogério Menezes deu importante contribuição com sua gestão, no processo de recuperação da imagem e da credibilidade da casa.

Que o novo presidente possa dar continuidade a este trabalho, moralizando ainda mais a casa, tendo zelo com o dinheiro público, e acima de tudo, respeito com os caruaruenses.


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