Buenos Aires

Divulgado retrato falado de acusados de matar vereador

Do JC Online do JC Online
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Publicado em 21/12/2010 às 13:08
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O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) divulgou, na manhã desta terça-feira (21) o retrato falado dos dois acusados de matar o presidente da Câmara do município de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Pedro Virgínio de Barros Neto (PTB). O político foi assassinado na segunda-feira, em frente a sua casa, no distrito Lagoa do Outeiro. De acordo com a perícia preliminar da Polícia Científica, o vereador foi baleado uma vez na cabeça. No entanto, alguns vizinhos relataram ter escutado dois disparos e duas cápsulas de calibre 32 foram recolhidas no local, o que sugere que a arma utilizada tenha sido uma pistola. Os executores fugiram de moto.

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Havia três meses que o petebista tinha aderido ao bloco governista. Segundo alguns familiares, que não quiseram se identificar, a mudança de lado do petebista desagradou a políticos da oposição.

Há cerca de um mês, Pedro Virginio teria recebido a primeira ameaça de morte. A esposa do vereador, Altiene Pereira das Chagas, confirmou que o marido recebeu telefonemas de pessoas que o acusavam de ter sido “comprado” pelo prefeito de Buenos Aires, Gislan Cavalcanti (PSDB), para integrar a base do governo. “Parece ironia, mas nunca gostei de política. O povo falava sobre a ida dele pro lado da situação. Mas ele não tinha inimigos, só fez o bem na vida e todos gostavam dele. Só queremos agora que a justiça seja feita”, afirmou a viúva.

O prefeito Gislan Cavalcanti esteve no local e confirmou que o vereador procurou-lhe para falar sobre as ameaças. “Ele tinha me falado disso (ameaças). Não levei em consideração, pois não acreditava que isso pudesse acontecer. Há suspeita de crime político, mas não posso confirmar. Isso é com a polícia. Mas sabemos da ira da oposição, desde a época da aprovação do orçamento para 2011”, revelou o tucano.

A Câmara Municipal é formada por nove vereadores. Quando Pedro Virginio migrou para a bancada governista, o prefeito ganhou a maioria da Casa e venceu a votação do orçamento 2011, pelo placar de 5x4. “Vamos esperar a polícia fazer seu trabalho e pegar, não só os assassinos, mas os mandantes do crime”, disse o prefeito.


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