INFRAESTRUTURA

Canal do Sertão volta a ser lembrado

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O Canal do Sertão, projeto de irrigação que pode criar uma nova fronteira agrícola em Pernambuco, será retomado pelo Ministério da Integração Nacional. O projeto é debatido há 15 anos e tem potencial para irrigar 180 mil hectares de terras, em 17 municípios. Mas, por enquanto, é apenas um sonho.

“O Canal do Sertão passa por uma articulação de natureza política”, esclarece Fernando Bezerra Coelho, futuro ministro da Integração Nacional. Isso porque a captação da água para os 400 km do canal, que cortará parte dos sertões do São Francisco e do Araripe, será feita em Sobradinho, na Bahia.

“Até chegar a Pernambuco, inclusive, o canal vai irrigar 30 mil hectares de terras baianas”, observa Bezerra Coelho.

A contrapartida para o início do Canal do Sertão é o andamento de dois projetos baianos que há anos também estão na prateleira. São os perímetros irrigados do Salitre e do Baixio do Irecê.

O Salitre prevê infraestrutura hidráulica para lotes familiares e de empresas dispostos em 31 mil hectares. As obras serão feitas em três etapas. Apenas uma saiu do papel. A licitação do Irecê, promete Bezerra Coelho, sairá no primeiro semestre do ano que vem.

Apenas depois do andamento desses dois projetos é que o Canal do Sertão terá andamento. Mas o futuro ministro promete agilidade. “Vamos priorizar isso (Irecê e Salitre), para que, com o apoio da Bahia, possamos dar andamento ao Canal do Sertão”, destaca.

Segundo ele, já foram gastos mais de R$ 20 milhões em estudos de viabilidade econômico-financeira do canal pernambucano.


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