DENGUE

Caruaru organiza força-tarefa de combate a dengue

Do JC Online
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Publicado em 08/02/2011 às 17:00
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A Secretaria de Saúde de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, organizou uma força-tarefa para o combate ao Aedes Aegypti, transmissor da dengue. Por toda esta semana os  agentes de endemias estão visitando cerca de dez bairros com aplicação de inseticidas nas residências, além de orientar os moradores sobre os cuidados com a proliferação do mosquito.

Esse trabalho intenso é para que Caruaru continue fora do risco de surto de dengue, patamar que atingiu no ano passado, quando o relatório final dos trabalhos de 2010 mostrou a redução do índice de infestação predial de 6,6%, do primeiro levantamento feito em janeiro, para 2,8% em dezembro, conforme dados oficiais do Ministério da Saúde.

Em 2010, foram 653.796 visitas prediais, dos 110 agentes, nas zonas urbana e rural. A coleta de pneus chegou a 19.184 unidades. A aplicação de inseticida atingiu 31 toneladas. Caruaru ficou fora da faixa de risco de surto de dengue, bem distante dos municípios mais ameaçados, como Afogados da Ingazeira, 11,7%, Bezerros, 10,2%, Serra Talhada, 8,2%, Ouricuri, 7,2%, Floresta, 5,7% ou Sta. Cruz do Capibaribe, 5,4% conforme relacionou o Ministério da Saúde em levantamento realizado este mês.

Outras armas foram utilizadas para combater o Aedes Aegypti ano passado. Só armadilhas ovitrampas foram 7.801. São depósitos de plástico de 500 ml, com água e uma palheta de eucatex, em que são retidos os ovos do mosquito. “Vamos continuar com esse trabalho em 2011. Vamos intensificar esses tipos de inspeção que são eficientes na detecção precoce de novas infestações em áreas onde o mosquito foi eliminado. Para isso, devem ser distribuídas na proporção média de uma para cada nove quarteirões, ou uma para cada 255 imóveis”, explicou Gilberto de Dora, Diretor do Departamento de Controle de Vetores.

Ainda segundo Gilberto de Dora, o peixe Betta também é importante para  a diminuição dos focos. “Fizemos campanha de distribuição desse tipo de peixe em janeiro e vamos ampliar ainda mais. Ano passado mais de 11 mil imóveis receberam os peixinhos, predadores naturais das larvas e pupas do mosquito da dengue. É um método biológico, bastante eficaz, além de ser ecologicamente correto”,observou o diretor.

Agora o principal agente de combate ao mosquito é a população. Deve ser evitada, por exemplo, água parada nas casas, em construções e terrenos baldios. “Também devemos eliminar lixo que possa oferecer abrigo ao mosquito. Nada de copos descartáveis, pneus a céu aberto, plantinhas em pratos com água e reservatórios de água sem tampa. Combater a dengue é um dever de todos”, finalizou Gilberto de Dora.

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