Técnico deixa time na vice-liderança em troca de apartamento

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Foram 14 partidas à frente da equipe. Nove vitórias, três empates e apenas duas derrotas. Campanha que deixou o clube na vice-liderança do Campeonato Pernambucano. Este foi o balanço do agora ex-técnico do Central Maurício Simões no comando da patativa.

Polêmico pelas declarações e pelo tratamento com a imprensa, Simões recebeu uma proposta para voltar a dirigir o Campinense-PB pela quarta vez. Proposta que, segundo ele, era irrecusável.

No Central Maurício recebia cerca de R$ 12 mil mensais. Especula-se que no time paraibano o salário será aproximadamente oito vezes maior. O técnico alegou que o clube de Campina Grande tinha uma dívida com ele que só poderia ser paga se o mesmo voltasse para a cidade. Entre as promessas, a compra de um apartamento para a família de Simões.

Imprensa e, principalmente torcedores, costumam talhar de “mercenário” aquele jogador que troca o clube dele por outro que ofereça uma graninha a mais. Com um técnico não seria o mesmo?

Independente disso não se pode negar que uma oferta como esta (ganhar oito vezes mais) é pra lá de tentadora. Quem não quer dar uma maior estabilidade à família, crescer financeiramente?

Paralelo a esta questão vem a ética. Como fica a palavra de alguém que acerta com o clube para comandá-lo durante toda uma competição e, no meio do caminho, pula fora do barco, abdicando de entrar para a história como o técnico que levou um time do interior a conquistar pela primeira vez o Pernambucano?

Pior é que não foi a primeira vez que Maurício Simões deixou o Central na mão. Em 2007, ano da melhor campanha da patativa no Estadual, quando terminou como vice-campeão, ele fez a mesma coisa.

A diretoria do Central já está reunida para definir quem será o novo treinador. O nome mais forte é o de Givanildo Oliveira. Seja lá quem for o novo comandante alvinegro fica a torcida para que o time não caia de rendimento e que prove que nem sempre o dinheiro vem em primeiro lugar.

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