SAÚDE

Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira realiza mudanças no quadro de médicos

Luiz Carlos Fernandes
Luiz Carlos Fernandes
Publicado em 30/04/2011 às 15:55
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A Secretaria Municipal de Saúde de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, está realizando um replanejamento em relação aos médicos que atuam no município. Já foi anunciado que alguns profissionais vão ser recolocados e outros serão tirados dos PSFs. Segundo o secretário municipal, Dr. Gilberto Sanomya, as mudanças estão sendo realizadas no sentido de tentar resolver os problemas da saúde pública local, principalmente a falta de médicos nos Postos de Saúde da Família.

As medidas são tomadas no momento em que a mídia nacional denunciou que médicos de muitos municípios brasileiros não cumprem a carga horária nos PSFs. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), os profissionais são contratados para uma jornada de 40 horas semanais, mas não cumprem 20. “Em relação a carga horária de médicos, nós secretários sabemos das dificuldades dessa condições e Afogados está tomando medidas urgentes para solucionar, já conversamos com o Ministério público, acho tem que tomar uma posição, não podemos ficar nas mãos de médicos”, disse Dr Gilberto.

Ainda segundo o gestor, a implantação do curso de medicina em Serra Talhada, pela UPE, não vai resolver o problema nos próximos anos. “Até lá, tenho algumas idéias que poderiam amenizar o problema: a criação de PSFs que não precisem de tantos médicos, gerido por enfermeiros técnicos, outra solução é a desqualificação de todos PSF’s para o sistema de ambulatório (já implantado em Caruaru, no Agreste do Estado), aumentar a carga horária com 40 horas, várias categorias médicas só atende com 20 horas e legalização de diplomas de médicos formados em Cuba e outros países, a Universidade Federal do Ceará já tomou a iniciativa, alguém tem que tomá-la aqui e a gente vai tentar fazer em Afogados” garante.

PESQUISA – De acordo com dados do CGU, em mais de 40% dos municípios do Brasil, as equipes de saúde da família não cumprem a carga horária. Em 36,5% das 982 cidades fiscalizadas de 2004 a 2009, o atendimento foi considerado deficiente.

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