DENÚNCIA

Advogado de PMs rebate acusações de juíza de Tabira

Luiz Carlos Fernandes
Luiz Carlos Fernandes
Publicado em 14/06/2011 às 14:00
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O advogado da Associação Pernambucana de Cabos e Soldados, Adalberto Gonçalves de Brito Júnior rebateu as acusações feitas pela juíza Fabíola Michelle Muniz Mendes Freire contra os policiais militares Ademarcy, Cícero e Antonio Vicente, lotados no 23º Batalhão. Os policiais acusados de ameaçar a juíza foram ouvidos na tarde dessa segunda-feira (13), na Delegacia Regional de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco.

O advogado questionou a nota que foi veiculada nos meios de comunicação do Estado em relação ao homicídio. Segundo ele, as acusações não procedem. “O único crime que os 19 policiais estão sendo acusados no processo é de uma possível tortura, ocorrida em 1998, contra dois agricultores que estão vivos até hoje, inclusive foram ouvidos no dia 09 de junho, em uma audiência” afirmou Adalberto Gonçalves de Brito Júnior.

Ainda de acordo com o advogado, os policias são vítimas de um fato que a juíza criou, portanto, ela não poderia mais julgar este processo.  O advogado declarou que vai entrar com uma ação indenizatória contra a juíza e vê a necessidade de entrar também com um incidente processual, ou seja, uma exceção de suspensão, alegando que a meritíssima não terá mais imparcialidade para julgar o caso.

 O Coronel Antônio Varêda, comandante do 23º BPM, disse que o relato da juíza não passou de um mal entendido. “O efetivo envolvido relatou que a estrada estava em péssimas condições e, em dado momento, o veículo da juíza, que vinha atrás, deu a impressão de estar cortando a luz, por causa dos buracos. Os três policiais desceram para verificar e foram surpreendidos pela fuga do casal”, afirmou Coronel Antônio Varêda.

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