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Prefeito decreta estado de emergência em Goiana

Do NE10
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Publicado em 18/07/2011 às 8:14
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Foto: Guga Maia/ Jornal do Commercio

Em decorrência das fortes chuvas que castigaram o município de Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado, o prefeito, Henrique Fenelon, vai encaminhar ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, um ofício que decreta o estado de emergência da cidade, na manhã desta segunda-feira (18), para que seja viabilizado o investimento financeiro da reconstrução da cidade e também o apoio necessário às famílias que perderam tudo nas águas da tempestade.

De acordo com balanço divulgado, 340 famílias ficaram desabrigadas com a enchente. Desse total, 168 estão provisoriamente morando em 12 escolas e na quadra municipal da cidade. "Estamos desocupando outros imóveis municipais para alojar mais famílias, como o prédio da Associação Comercial de Goiana e o prédio do Grêmio de Ponsa", diz o prefeito. O restante das pessoas desalojadas pelas chuvas preferiu refugiar-se na casa de parentes.

Por enquanto, a mobilização solidária está sendo realizada apenas pelos moradores da cidade, já que o incidente aconteceu nesse final de senana. Mas segundo o prefeito, com a repercussão e com o tamanho do estrago causado, é esperada a ajuda de todo o Estado e também do Governo Federal. "Os ítens mais urgentes são colchões, roupas, lençóis, alimentos não perecíveis, materiais de limpeza e higiênicos, fraldas e água mineral".

Em operação conjunta a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), o Corpo de Bombeiros a Polícia Rodoviária Federal, entre outros órgãos municipais e estaduais, estão fazendo uma análise nas áreas mais atingidas pela cheia para que seja produzido um relatório com informações mais precisas sobre os prejuízos causados e as necessidades emergentes do município. Em conversa com o NE10, Henrique Fenelon adiantou que o nível da água ainda está bastante alto nas regiões afetadas, e que a avaliação só poderá ser concluída quando esse índice baixar.

Também auxiliando as vítimas, a Equipe de Saúde de Goiana foi solicitada para a realização de exames e atendimentos necessários, com inicialmente 17 médicos entre outros ajudantes voluntários.

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