Riscos

Apevisa minimiza riscos de contaminação para consumidor final

Do NE10
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Publicado em 17/10/2011 às 14:35
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A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) ainda não consegue explicar porque o material hospitalar desembardo no Porto de Suape estaria sendo descartado dos Estados Unidos. De acordo com o gerente-geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Jaime Brito, o produto, que está sendo tratado como lixo hospitalar, não tem características de material encaminhado para incineração.

'São produtos ainda em bom estado de conservação que, no procedimento comum, seriam encaminhados à lavanderia do hospital, lavados e esterilizados para a reutilização dentro da própria unidade de saúde. Eu desconheço os procedimentos técnicos dos outros países, mas causa estranheza esse comportamento', explicou Brito.

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Nesta manhã, os 30 kg de material recolhidos em galpões de uma fábrica têxtil em Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, Agreste pernambucano, foram encaminhados ao Instituto de Criminalística de Pernambuco, no Recife, para perícia. A grande preocupação do órgão é com o risco de contaminação que esse lixo pode conter. 'Mesmo que tenha passado por lavagem e tratamentos químicos, o destino final desse material nunca pode ser a reutilização, tampouco para esses fins', disse o gerente da Apevisa.

Apesar do agravante, Jaime afirma que a população que possa ter adquirido algum produto com suspeita de fazer parte dessa leva não precisa entrar em pânico, pois o risco de contaminação não é tão grande para o consumidor final do produto. 'A lavagem minimiza consideravelmente esses riscos. Nossa preocupação maior é com quem manipula esse material, principalmente sem os devidos equipamentos de proteção'.

O gerente ainda esclareceu que o lixo hospitalar é dividido por classificações e que nem todo ele é composto de material infeccioso.

A categoria onde o material apreendido se enquadra é uma das que possui mais relevância epidemiológica. Por esse motivo, a empresa foi interditada, a princípio por medida cautelar, mas só após o resultado da perícia é que haverá definição do caso.  A empresa Império do Forro de Bolso (cuja razão social é Na Intimidade Ltda) poderá ser multada em até R$ 1,5 milhão e ser interditada definitivamente por importar lixo hospitalar e utilizá-lo para fins comerciais.

CLASSIFICAÇÃO DO LIXO HOSPITALAR
Resíduo A Lixo infectante (com resíduo biológico)
Resíduo B Lixo químico (medicamentos, fórmulas etc)
Resíduo C Lixo radioativo (cápsulas de radiografias etc)
Resíduo D Lixo comum (material administrativo)
Resíduo E Perfuro-cortantes (agulhas, seringas, bisturis etc)

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