lixo hospitalar

Para Eduardo, crise no pólo têxtil do Agreste pode ter lado positivo

Do NE10
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Publicado em 18/10/2011 às 17:34
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Com a proximidade do Natal, a preocupação dos empresários e comerciantes do pólo de confecção têxtil do Agreste pernambucano é de que a imagem do setor não fique manchada após as recentes descobertas da venda de produtos fabricados a partir de tecidos descartados por hospitais norte-americanos.

Por isso, os comerciantes criaram a campanha 'Eu uso produtos do pólo têxtil. Confecção é coisa séria, não é lixo. É desenvolvimento para Pernambuco', que está sendo apoiada pelo Governo do Estado. Entre as ações a serem desenvolvidas, está uma peça publicitária convidando os comerciantes do País a comprarem na região. A propaganda já estava sendo produzida para o fim do ano, mas agora terá um maior incentivo financeiro por parte do Estado. 'Queremos fazer desta crise uma oportunidade para que o mundo conheça um dos mais belos arranjos produtivos da confecção do Brasil', afirmou o governador Eduardo Campos.

Além da campanha, o governador anunciou que entrará com uma representação no Ministério das Relações Exteriores para que o órgão cobre explicações do Estados Unidos sobre a saída do material hospitalar do território americano.

O governador também se mostrou preocupado com a relação entre o pólo e empresas de outros estados, uma vez que os bolsos confeccionados pela empresa investigada eram vendidos para todo o País. 'Cinco dias após a descoberta de lixo hospitalar sendo enviado para o Estado, nós viemos dizer a todos os pernambucanos que apenas uma empresa praticava esse tipo de ação', garantiu Campos, e completou: 'Vinte e dois mil empresários não podem ter sua credibilidade destruída por causa de dois criminosos [um aqui e outro nos Estados Unidos]'.

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