POLÍTICA

Neguinho Texeira tem passagem polêmica pelo Executivo e Legislativo de Caruaru

Wagner Gil
Wagner Gil
Publicado em 04/11/2011 às 8:19
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Ex-fabricante de sofá em um dos bairros mais pobres de Caruaru, o Riachão, Manoel Teixeira de Lima iniciou sua vida política de forma humilde e ajudando as pessoas mais próximas. Se candidatou pela primeira vez disputando o cargo de vereador como Neguinho do Sofá. Assim que assumiu o posto na Casa Jornalista José Carlos Florêncio Câmara de Caruaru, fez um forte trabalho de marketing para desassociá-lo de sua antiga profissão e passou a se chamar Neguinho Teixeira.

Na Câmara, entre 2005 e 2006, atuou dois anos de forma discreta sendo governo, quando uma briga entre alguns vereadores da base do então prefeito Tony Gel (DEM) acabou o levando à presidência do Legislativo, a partir de janeiro de 2007. Apesar de chegar na presidência por meio de uma articulação que envolveu vereadores da oposição, Teixeira agiu como aliado de Tony Gel, que três meses depois renunciou à prefeitura e, como a cidade não tinha vice-prefeito (o deputado estadual Roberto Liberato, eleito ao lado de Tony em 2004, resolveu manter-se na Assembleia e renunciou à vice-prefeitura), foi prefeito por nove meses.

Na presidência da Câmara, Neguinho Teixeira havia sido flagrado na Argentina fazendo turismo, quando saiu do País para participar de um Congresso Internacional de Vereadores, promovido pelo Instituto Ibram, evento este que não ocorreu, ou seja, era fantasma.

Na prefeitura, sua gestão também foi marcada por denúncias em série e, apesar de poucos meses no comando da cidade, ele acumulou problemas e denúncias de fraude em licitações.

Uma dessas denúncias gerou o processo 0007235-73.2009, enquadrando-o novamente no artigo 89 da Lei 8.666/93. Em 2010, ele pegou 3,8 anos de prisão e 200 dias-multa, algo em torno de R$ 412.500 na época, ficando detido por quase três meses. Ele recorre em liberdade.

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