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Petrolina ganha a 1ª feira de frutas e hortaliças orgânicas

Do NE10
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Publicado em 08/12/2011 às 15:00
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Frutas e hortaliças livres de agrotóxicos têm sido cada vez mais procurados pelos consumidores na hora de 'montar' o cardápio diário. A preocupação com uma alimentação saudável que leve a uma melhor qualidade de vida é apontada como um dos principais fatores para essa busca pelos produtos que, antes de chegar à mesa, passam por um manejo livre dos defensivos agrícolas. Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, a feira livre do bairro de Areia Branca, uma das mais tradicionais da cidade, agora já conta com a 1ª Feira Permanente de Frutas e Hortaliças – Orgânica do Vale. Todos os domingos, quem for ao local, encontra produtores devidamente identificados em um espaço onde estes produtos são comercializados diretamente ao consumidor. 

A iniciativa é fruto de um trabalho de pesquisa, capacitação de produtores e técnicos agrícolas, que já dura cerca de três anos e é reflexo de uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e o Conselho de Segurança Alimentar (Consea), além de várias outras instituições. 

“Primeiro houve uma preocupação em capacitarmos todo o pessoal envolvido, a exemplo de produtores e técnicos. São disponibilizados no local, frutos e verduras orgânicos, o consumidor pode ter a certeza de que o produto que ele vai levar para casa é livre de agrotóxico. A nossa proposta é levar esse mesmo projeto para pelo menos três outras feiras livres, em 2012, e em seguida, ir para outras áreas da cidade. Existem hoje cerca de 53 produtores em processo de capacitação para a continuidade da iniciativa”, enfatiza o agrônomo da Codevasf e  presidente do Consea Orgânico, Osnan Ferreira.

O agrônomo, que já teve a oportunidade de conhecer feiras orgânicas em outras cidades, a exemplo de Recife, Salvador (BA) e Fortaleza(CE), acredita que iniciativas como essa se tornarão cada vez mais referenciadas. “Em outros locais as experiências são positivas, os produtos de grande aceitação popular. Queremos trazer outros agentes para esse processo, ampliar os pontos de comercialização e fazer com que o Vale do São Francisco seja pólo da agricultura orgânica”, defende. 

Para comercializar os produtos e oferecer aos clientes a garantia de que são frutas e hortaliças de qualidade, os produtores têm declaração de cadastro da Organização de Controle Social, expedido pelo Ministério da Agricultura. “Eles recebem um certificado que credibiliza o trabalho. Vale lembrar que todo o processo passa por uma fiscalização, uma auditoria para ver o cumprimento de todos os trâmites”, destaca Ferreira. 

Produtora do projeto Maria Tereza, em Petrolina, Terezinha de Souza Macedo acredita que o maior ganho é o do consumidor, que adquire um produto isento de defensivos agrícolas. “Sempre pensamos em vender direto ao consumidor. Nossa satisfação é a de ter certeza que, ao comprarem nossos produtos, as pessoas estarão comendo um produto limpo, sem agroquímicos”. 

A ideia é levar o projeto no inicio de 2012 para a feira livre do bairro Cohab Massangano, na zona oeste de Petrolina. “Estamos iniciando um processo de fortalecimento da cadeia produtiva da agricultura orgânica na região. A feira livre, além de ser uma porta para a comercialização, é também uma forma de oportunizar a população do Vale a ter acesso a produtos livre de agrotóxicos e poder de escolha na hora de comprar a alimentação da família”, explica Osnan Ferreira. 

A autônoma Liziete de Souza aprovou a iniciativa e promete ser frequentadora assídua do espaço. “Acho que hojeem dia todos nós devemos nos preocupar cada vez mais com a qualidade do que é ingerido e essa feira de agricultura orgânica representa justamente esse anseio”, pontua.

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