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Moda: Tamanhos acima do manequim 48 ainda são problemas

Núbia Silva e Daniele Rolim
Núbia Silva e Daniele Rolim
Publicado em 14/02/2012 às 10:58
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No Brasil, mais da metade da população brasileira está obesa segundo dados do IBGE de agosto de 2011. Com isso, um novo mercado vem surgindo: o de roupas acima do manequim 48. Mesmo assim, quem está acima do peso e gosta de roupas bonitas sofre e paga caro para encontrar modelos agradáveis e confortáveis. O comércio ainda é tímido favorecendo pessoas de classe média alta, já que os preços não são acessíveis a todas as classes sociais.

Em Caruaru, já existem lojas especializadas, porém a variedade é pequena, os modelos não atraem e muitas pessoas recorrem a outras cidades, algumas procuram customizar as peças que já possuem. A professora Gilmara Marques, de 29 anos, diz que o momento das compras sempre é acompanhado de decepções, para ela que pesa 95 quilos e gosta de estar sempre de bem com a aparência, a procura por roupas acaba sendo desgastante. “Chego a pensar que os moldes são específicos de cada loja. O tamanho 50, ora serve, ora não serve, sinto que os empresários não se preocupam muito com o público gordinho que também faz parte da sociedade” desabafa.

A dificuldade de encontrar roupas adequadas para cata tipo de pessoa sempre foi um problema não apenas para os gordinhos, mas todo aquele que foge de um padrão nacionalmente estabelecido. Diante das dificuldades algumas pessoas recorrem às costureiras que fazem as roupas de acordo com o modelo indicado pela pessoa que está encomendando, mas nem sempre o produto fica igual àquela mercadoria vista na vitrine.

Alguns homens também acabam se queixando, como o biomédico Nelson Menezes, que fala da dificuldade de encontrar camisas no seu tamanho. “Sempre usei o mesmo número, mesmo estando acima do meu peso. Quando peço para vendedora trazer a camisa tamanho cinco fica muito grande e o número quatro agora não dá mais. Eu não engordei, só posso acreditar que os tamanhos estão diminuindo”, declarou.

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