VIOLÊNCIA

As vozes pediam para gente matar, disse assassina de mulheres

Do NE10
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Publicado em 12/04/2012 às 11:33
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Alegando que ouvia vozes pedindo para matar, Isabel Cristina Pires, 50 anos, ao lado do marido Jorge Beltrão Negromonte, 50, confessou que com a ajuda da jovem Jéssica Camila da Silva Pereira, 22 - assassinaram, esquartejaram e enterraram duas mulheres no quintal da própria casa, na Rua das Emboabas, bairro Jardim Liberdade, em Garanhuns, Agreste Meridional de Pernambuco.

O casal era assistido pelo Centro de Apoio Psicossocial (Caps) da cidade e, segundo alguns vizinhos, tratavam-se de pessoas estranhas e que não costumavam falar com os outros moradores. “Eles quase não falavam com ninguém e a menina – filha do casal – quase não saía de casa”, disse a moradora da mesma rua, Léa Cristina Leite da Silva, 26.

As vítimas, Giselly Helena da Silva (desaparecida desde o dia 25 de fevereiro) e Alexandra da Silva Falcão (desaparecida desde o dia 12 de março) tiveram os corpos dilacerados e enterrados perto uma da outra, a cerca de um metro da porta da cozinha da residência. Alexandra e Gisele foram esquartejadas à faca.

Celma Maria Leandro da Silva, 42 (foto), mãe de Alexandra da Silva, tinha esperanças de encontrar a filha ainda vida. “Ela saiu de casa dizendo que ia tratar de um serviço com essa mulher que dizia ser Iolanda, mas na verdade se chama Isabel. Depois disso, ligávamos para ela e o telefone só dava desligado”, disse ela, explicando que a acusada teria oferecido emprego a sua filha dentro de um ônibus na cidade. Quando questionada sobre se achava que os acusados eram loucos, ela foi taxativa. “Não. Muita gente toma remédio controlado e não sai matando as pessoas. Foi maldade mesmo”, disparou.

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Segundo a moradora, Isabel, Jorge e Jéssica compraram a casa há cerca de um ano e depois disso fizeram uma reforma. Os vizinhos contaram que muitas vezes ouviam barulho de uma máquina e o grupo costumava ouvir música em volume alto, principalmente à noite.

Eles também costumavam pedir barro em construções da cidade, alegando que seria para fazer um trabalho. “Ele (Jorge) pedia carroças de barro, mas não sabíamos exatamente que tipo de trabalho era esse”, pontuou Genilda Maria da Silva, 32.

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