BRUTALIDADE

Assassino escreve livro com detalhes: matamos, esquartejamos e comemos a carne

Do NE10
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Publicado em 12/04/2012 às 9:37
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O delegado da Polícia Civil Wesley Fernando, que está à frente do caso que chocou Garanhuns, agreste de Pernambuco, na manhã dessa quarta-feira (11), localizou uma nova peça-chave para a investigação do caso em que duas mulheres foram assassinadas, esquartejadas e enterradas no quintal da residência dos próprios assassinos.

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Um livro, segundo o delegado, escrito pelo acusado Jorge Negromonte, 50 anos, conta com detalhes e em capítulos, cada passo da barbárie cometida ao lado da esposa Isabel Cristina, 51 anos e da amante Jéssica Camila, 22 anos.

» Confira o trecho do capítulo XXVI “A dividida” do livro escrito pelo assassino:

“Vejo aquele corpo no chão, Jéssica desconfia que ainda se encontra com vida, pego uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo, puxo para o banheiro e ligo o chuveiro para todo o sangue escorrer pelo ralo.

Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lamina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois à divido.

Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente”.

BARBÁRIE - O trecho acima detalha a frieza com o qual os criminosos mataram, esquartejaram, comeram alguns pedaços do corpo das vítimas e as enterraram no quintal de casa. As vítimas, Giselly Helena da Silva, conhecida como “Geisa dos Panfletos”, e Alexandra da Silva Falcão, 20 anos, estavam desaparecidas havia dias.

A polícia chegou até os acusados após a família de uma delas levar à Delegacia uma fatura de cartão de crédito apontando que estariam fazendo compras no comércio de Garanhuns com a documentação dela. “Com essa informação em mãos, fomos até as lojas mencionadas na fatura. Chegando nesses estabelecimentos, solicitamos as imagens do circuito interno de segurança e conseguimos prender os acusados”, explicou o delegado Wesley Fernando, da Polícia Civil.

Presos, os acusados confessaram estar usando os documentos da vítima e afirmaram também ter matado as duas mulheres e enterrado os corpos no quintal da própria casa. Quando chegaram à residência, os policiais foram recebidos por uma criança de apenas cinco anos que deu informações do crime para a polícia e apontado os locais onde estavam enterrados os corpos. “Ela já foi encaminhada para o Conselho Tutelar da cidade e receberá todos os cuidados necessários”, finalizou o delegado.

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