BRUTALIDADE E FRIEZA

Veja detalhes do livro escrito por assassino de mulheres em Garanhuns

Do NE10
Do NE10
Publicado em 12/04/2012 às 12:31
NOTÍCIA
Leitura:

Depois de localizar os corpos de duas mulheres assassinadas, esquartejadas e enterradas no quintal da casa dos acusados Jorge Negromonte, 50 anos, Isabel Cristina, 51, e Jéssica Camila, 22 anos, na Rua das Emboabas, no bairro Jardim Petrópolis em Garanhuns, a Polícia Civil segue com as investigações e a cada momento se depara com novas informações que têm chamado a atenção das autoridades. Desta vez, um livro foi localizado.

Distribuídos em 50 páginas de papel ofício, Jorge Negromonte narrou cada detalhe do crime que cometeu ao lado da esposa e da amante.

O folheto, que tem como título 'Revelações de um esquizofrênico', parece um livro de magia negra. Com direito a ilustrações com figuras demoníacas, biografia, sumário e 34 capítulos, o acusado queria deixar perpetuado o ato de brutalidade. Tanto que, não bastasse a frieza em descrever os fatos, levou o livro impresso (em gráfica rápida) e o registrou no Cartório do Terceiro Ofício de Notas em Garanhuns (às 15h36 do dia 28 de março deste ano).


Foto: Divulgação

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CAPÍTULO XXIV
O PLANO MACABRO DE DESTRUIR A ADOLESCENTE MALDITA

Um dia eu aproveitando que a adolescente do mal não estava, combinei com Bel e com Jéssica um modo de destruí-la, e chegamos a uma conclusão: Matá-la, dividi-la e enterrá-la. Só que cada parte dela em um lugar diferente.
Era uma noite de chuva forte, relâmpagos e trovoadas. A criatura do mal estava em um quarto da casa; olho para Bel e para Jéssica com um olhar de que aquela noite seria o momento certo para destruir o mal.
'Todo ser humano tem instinto assassino, e tal instinto é liberado em situações como essa. O homem também é o único ser que mata por prazer, mas até o matar por prazer é uma espécie de autoproteção do seu eu...


CAPÍTULO XXVI
A DIVIDIDA

Vejo aquele corpo no chão, Jéssica desconfia que ainda se encontra com vida, pego uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo, puxo para o banheiro e ligo o chuveiro para todo o sangue escorrer pelo ralo.
Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lamina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois à divido.
Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente...

No livro, Jorge Negromonte ainda relata o assassinato de uma criança - a Polícia Civil não descarta a possibilidade dessa vítima estar também enterrada na casa. “No depoimento eles disseram que na residência existe o quarto do mal. Acreditamos que essa criança que ele fala no livro pode estar enterrada nesse cômodo”, disse o delegado Wesley Fernando, à frente do caso.

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