Coluna: Do inferno ao céu

Por Diego Martinelly Por Diego Martinelly
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Publicado em 13/04/2012 às 8:41
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Recentemente, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou as contas relativas ao ano de 2004 dos vereadores de Caruaru. Dois vereadores e seis suplentes haviam sidos condenados pela 1° Câmara, mas recorreram ao Pleno do TCE e conseguiram a aprovação. Os edis vinham sendo acusados de usar a verba indenizatória para aluguéis de escritórios parlamentares – e o dinheiro era desviado porque os escritórios eram “fantasmas”.

Na época, os inspetores do TCE fotografaram escritórios fechados e encontraram endereços inexistentes. A notícia logo se espalhou e ganhou repercussão na mídia estadual. O resultado disto tudo apareceu na eleição de 2008, quando, dos 21 vereadores que concorreram ao pleito, só cinco conseguiram renovar seu mandato. A população, naquele período, analisou aquilo tudo que estava acontecendo e não quis que o dinheiro público fosse utilizado de forma errada, como havia sido apontado pelos técnicos do TCE.

O melhor nome que os envolvidos nisso tudo foram chamados, na época, foi ladrão. A imagem, que muitos procuraram construir fora e dentro da Câmara, acabou em minutos. Agora imaginem bem a situação do eleitor. Os veículos de comunicação, confiando em uma fonte segura e oficial que é o TCE – órgão responsável por fiscalizar o dinheiro público-, tornaram aquele fato público e os eleitores fizeram juízo de valor e resolveram dar o troco com o voto.

Em 2012, após oito anos do ocorrido, é que saiu este resultado de absolvição dos vereadores e os eleitores agora não sabem mais em quem confiar. A grande lição disto tudo é que falta estrutura no TCE para que estes processos sejam julgados com mais celeridade e os profissionais do órgão precisam ser melhor capacitados. Quanto à imprensa, o jeito é recorrer a outras fontes e não ficar preso só às oficias, porque, pelo jeito, estão deixando a desejar.

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