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Vítimas de assassinatos em Garanhuns são enterradas

Do NE10
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Publicado em 14/04/2012 às 18:55
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Amigos e familiares fizeram camisas em homenagem a Giselly
Fotos: Wanyson Aubiérgio/ JC Imagem
Os restos mortais de Alexandra da Silva Falcão e Giselly Helena da Silva, esquartejadas e escondidos no quintal de uma casa em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, foram enterrados, desta vez pelas famílias, no interior do Estado, no final da tarde deste sábado (14).

Depois de sair do Instituto de Medicina Legal (IML), no Centro do Recife, por volta das 10h30 deste sábado, os restos de Giselly chegaram a Garanhuns por volta das 13h30, onde foram velados na igreja evangélica no bairro de Magano, frequentada pela vítima antes de desaparecer.



O caixão ficou no centro da Assembleia de Deus, rodeado por pastores, familiares e outras pessoas que foram prestar solidariedade. A mãe de Giselly e outros parentes vestiam uma camisa, na qual estava estampada uma foto sua, e mostravam-se muito abalados.



Os pastores falaram em cerimônia que durou uma hora da brutalidade do assassinato e da bondade da vítima. Depois, os restos mortais foram levados para Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, onde puderam finalmente ser enterrados pela família. Giselly, conhecida como Geisa dos Panfletos, estava desaparecida desde o dia 25 de fevereiro e foi esquartejada.



Ela havia sido enterrada no quintal da casa na Rua dos Emboabas, no bairro da Liberdade, que pertencia aos três acusados: Jorge Negromonte, Isabel Pereira e Bruna Cristina Oliveira da Silva. Os três tinham um relacionamento amoroso e, depois de matar as mulheres, se alimentavam da carne humana. Eles ainda chegaram a obrigar uma criança a comer e fabricar lanches com a carne.



Os restos mortais de outra vítima, Alexandra da Silva Falcão (à direita), 20 anos, desaparecida há pouco mais de um mês, seguiram diretamente do IML para o município de Palmerina, no Agreste. Foram velados e enterrados no Cemitério de São Pedro, onde também está enterrada a avó de Alexandra.

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O CASO - A polícia investigava o desaparecimento de Giselly quando suspeitou do uso do seu cartão de crédito, cujas faturas continuavam chegando à casa dos pais. Fez uma investigação nos estabelecimentos onde as compras haviam sido feitas e, através de gravações das câmeras de segurança desses locais, conseguiu identificar três pessoas envolvidas.

Os acusados são Jorge Negromonte, Isabel Pereira e Bruna Cristina Oliveira da Silva (que se passava por Jéssica, provavelmente mais uma vítima). Os três formavam um triângulo amoroso, que, além de matar as vítimas, comiam a carne humana, chegando até a comercializá-las em lanches. Bruna e Isabel foram levadas para a Colônia Penal de Buíque e Jorge para a cadeia pública de Garanhuns.

Quando chegamos até a casa, uma criança de apenas cinco anos mostrou à polícia onde os pais enterravam gente, disse o delegado Wesley Fernando. Jorge Negromonte e Bruna Cristina se diziam pais dessa criança, que, na verdade, seria filha de Jéssica.

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