Orgulho de ser brasileiro. Você tem?

Por Diego Martinelly Por Diego Martinelly
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Por Diego Martinelly
Publicado em 08/06/2012 às 7:55
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Dados do índice Desenvolvimento Humano (IDH) classificam o Brasil na posição 84º de 187 nações avaliadas em todo o mundo. Estes números são de um programa das Nações Unidas e os pontos analisados para classificar os países são expectativa de vida, escolaridade e renda média da população.

Se passarmos uma linha imaginária cortando o país, vamos encontrar fatores econômicos que nos colocam em posições privilegiadas no planeta. Estamos entre as dez nações com o maior poderio econômico do mundo, com um crescimento do Produto Interno Bruto que ultrapassa países da Europa. Chegamos até a doar dinheiro para países que enfrentam crises e tragédias naturais. Se, de um lado, despontamos economicamente, do outro, não conseguimos transformar esta quantia de dinheiro em investimentos sociais.

Até quando seremos pacíficos com isso tudo?

Mas como poderemos crescer socialmente se as autoridades políticas desviam por ano mais de R$ 80 bilhões dos cofres públicos? O dinheiro que deveria estar sendo empregado na educação, saúde e segurança está indo para o bolso de pessoas inescrupulosas que roubam a nação a qualquer hora do dia. Até quando seremos pacíficos com isso tudo? Aquele suspiro de democracia e de jovens conscientes que na década de 1990 invadiram as ruas brasileiras para pedir a saída do presidente Collor de Melo vai ficar marcada só nos livros.

Está longe de episódios como aqueles voltarem a acontecer, não por falta de provas e de escândalos, mas por causa da sociedade brasileira, que, hoje em dia, está impregnada do individualismo. “Se está bom pra mim o resto pode sofrer”, “não denuncio para não ser prejudicado lá na frente”, “não investigo por dever favores”, “não penalizo por amizade” e assim vamos silenciando os que buscam uma sociedade mais justa.

Os que poderiam servir de exemplo falam palavras que, com o tempo, se tornam ações. As ações, aos poucos, mudam os hábitos, os hábitos vão mudando a conduta e isto termina definindo o destino da sociedade.

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