POLÍTICA

Prefeita de Bezerros perde a legenda

Do Jornal do Commercio
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Publicado em 18/06/2012 às 8:10
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O presidente estadual do PR, Inocêncio Oliveira (PR), afirmou, nesse domingo (17), que a prefeita de Bezerros, Bete de Dael (PR) será expulsa do partido. Na sexta-feira (14), ela foi detida junto com o marido, o ex-prefeito da cidade, José Valdiael, por posse ilegal de armas, compra de votos e criação clandestina de animais silvestres. Depois de pagar fiança, ela foi solta e responderá o inquérito em liberdade, mas não poderá concorrer à reeleição, já que o PR anunciou sua saída e o apoio à candidatura do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Severino Otávio (PSB).

EM TEMPO - A prefeita Elizabete Maria Silva de Lima (PR), 50 anos, conhecida como Bete de Dael, e o marido, José Valdiael de Lima, 54, ex-prefeito, foram detidos pela PF acusados de compra de votos, posse ilegal de arma e criação de animais silvestres sem autorização do Ibama. Para o primeiro, a polícia arbitrou fiança de 20 salários mínimos para cada um dos acusados. No segundo processo, a fiança foi de dez salários para cada um. A prefeita negou as acusações. "Não passa de uma denúncia sem fundamento, que tem sido feita pela oposição. Sempre tive esse atendimento na prefeitura e na minha casa", defendeu-se.

A ação da polícia foi motivada por denúncias de que estariam cometendo crime eleitoral, por meio de doação de cestas básicas em troca da promessa de votos. Além do casal, mais 12 pessoas foram levadas à sede da PF, por volta das 12h30 de sexta (14), para prestar esclarecimentos. O casal só foi liberado às 21h30, após pagamento de 30 salários mínimos (R$ 18.660) de fiança cada um total de R$ 37.320 e vai responder aos inquéritos em liberdade. Os demais também foram liberados.

A ação da Polícia Federal começou por volta das 10h e aconteceu na casa da prefeita, localizada no centro de Bezerros, e na Secretaria de Ação Social do município. De acordo com o delegado Dário Sá Leitão, há algum tempo a polícia recebeu a informação de que a prefeita que vai disputar a reeleição em outubro estaria distribuindo cestas básicas e dinheiro a eleitores, o que configuraria compra de votos. "O Ministério Público Eleitoral solicitou investigação e recebemos a informação de que essa prática estaria acontecendo. Então, fizemos buscas na residência à procura de provas dessa prática criminosa", explicou. Segundo o delegado, foram apreendidas duas cestas básicas que estavam com populares nas imediações da casa da prefeita, pelo menos seis papéis assinados pela política autorizando a entrega de cestas básicas, além de um revólver e dois papagaios.

O delegado Dário Sá Leitão frisou que as investigações foram motivadas por um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) e que as cestas básicas, de acordo com as denúncias, eram distribuídas em troca de promessa de votos, inclusive com as pessoas informando o número do título de eleitor.

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