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A podridão é grande, relata policial civil sobre condições de trabalho em Petrolina

Do NE10
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Publicado em 27/07/2012 às 14:00
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Seguindo a greve deflagrada na segunda-feira (23) em todo o Estado de Pernambuco, os policiais civis do município de Petrolina, no Sertão, também estão de braços cruzados e mantêm apenas os serviços considerados essenciais.

Na pauta de reivindicações, a categoria reclama de questões como melhorias salariais e do ambiente de trabalho. “A delegacia do bairro Jardim Maravilha, onde funciona o plantão e 1ª Delegacia, tem uma estrutura lamentável. Para nossa sorte, não chove muito na região, porque senão teríamos que trabalhar com goteiras em cima da gente. A podridão é grande, se não colocássemos a mão no bolso para pagar alguém para fazer limpeza, seria impossível trabalhar. O alojamento para quem está no plantão fica ao lado do IML. Como é que um policial desse, na hora em que se levantar de um suposto descanso, pode ter condições de atender alguém?”, descreveu o Comissário da Polícia Civil em Petrolina, Sérgio Olímpio de Souza, durante entrevista à Rádio Jornal.

Ainda segundo Sérgio Olímpio, os agentes do município não realizarão plantões a partir do mês de agosto. Com a paralisação, vários serviços não são prestados nas delegacias.

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