MEIO AMBIENTE

Projeto da Univasf e Governo ajuda papagaios em risco de extinção em Petrolina

Do NE10
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Publicado em 13/08/2012 às 13:00
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Um dos maiores viveiros da América Latina está cravado bem no coração do semi-árido brasileiro, mais precisamente em Petrolina, Sertão de Pernambuco, no Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do São Francisco. O local é propício para a recuperação de aves ameaçadas de extinção e que são alvo, muitas vezes, do tráfico nacional e internacional de animais. O viveiro é uma das ferramentas utilizadas dentro do projeto “Papagaio da Caatinga”, desenvolvido através de uma parceria entre a instituição de ensino superior e o Ministério da Integração Nacional. Cerca de R$ 2,8 foram investidos no projeto.

“A proposta maior é poder auxiliar estes animais, possibilitar que depois de tratados, sejam reinseridos na natureza. Hoje muito se fala em desenvolvimento sustentável então temos que auxiliar na conscientização das pessoas para que elas saibam utilizar os bens naturais de maneira racional, sem prejudicar estes animais”, frisa o professor e um dos coordenadores do projeto Papagaio de Caatinga, Luís César Machado.

Situado no campus de Ciências Agrárias da Univasf, o viveiro abriga hoje cerca de 600 papagaios. Muitos deles oriundos de apreensões do IBAMA, trazidos do Recife e de outras regiões do Nordeste. A equipe que integra o projeto se encarrega de receber as aves, fazer avaliação do estado de saúde dos animais e em seguida, começar o processo de recuperação. À medida em que estão preparados, os papagaios são liberados.

“Hoje temos muitos deles que já estão na fase de voar, já criaram musculatura para poder fazer estes primeiros vôos na natureza. A ideia é que alguns fossem liberados entre os meses de março e abril, no entanto o período da seca fez com que adiássemos esta operação. Isso porque não adianta soltar o animal e ele não ter o alimento disponível na natureza”, destaca Machado.
A previsão é de que a primeira soltura possa acontecer em meados de novembro. O processo é contínuo. Dentro desse contexto, 04 ornitólogos desenvolvem um mapeamento da área onde os animais serão soltos.

Sobre o Cemafauna – O Centro de Conservação e Manejo da Fauna de Caatinga trabalha com pesquisadores, professores e alunos da Univasf, em parceria com outras instituições. A proposta é estudar e monitorar a fauna silvestre. Na sua estrutura, possui um Núcleo de Ecologia Molecular para analisar a genética dos animais. É considerado o centro mais avançado em tecnologia no país.

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