ACESSIBILIDADE

Petrolina divulga projetos que vão beneficiar os portadores de necessidades especiais

Do NE10
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Publicado em 20/09/2012 às 10:23
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Quem anda por algumas vias públicas de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, - a exemplo das avenidas Souza Filho(centro) e , Cardoso de Sá(Orla), além de pontos turísticos como o Bodódromo – percebe claramente a presença de rampas de acesso às calçadas e demarcações na sinalização horizontal. Estas iniciativas, previstas em lei, dizem respeito a um conceito bastante difundido na atualidade: a acessibilidade. Possibilitar com que pessoas com deficiência, gestantes e idosos tenham uma maior mobilidade no seu dia a dia, tem sido um dos grandes desafios da secretaria de Acessibilidade de Petrolina.

O município, aliás, é pioneiro no Nordeste na implantação de uma pasta que cuida especificamente das políticas públicas voltadas para este segmento.

“Em todo o Brasil apenas duas cidades contemplam uma secretaria de Acessibilidade: Petrolina e a capital gaúcha, Porto Alegre. Isso representa um avanço muito grande para as pessoas com deficiência, que sempre foram colocadas nos projetos e discursos como sendo a minoria, 10% da população e que por isso talvez nunca tenham sido olhadas de fato. Com a criação de uma pasta como essa, todos os projetos passam a ser realidade, as ações começam a existir na prática e as pessoas com deficiência começam a ocupar seus espaços na sociedade, no mercado do trabalho, no esporte, em várias áreas”, enfatiza o secretário de Acessibilidade de Petrolina, Marcos Conceição.

De acordo com o secretário, a meta é preparar a cidade para garantir cada vez mais acessibilidade e qualidade de vida para as pessoas com deficiência. Ele acredita que o município tenha um número bem maior de deficientes do que o que está colocado nas últimas estatísticas do IBGE, que é de 57 mil pessoas. “A gente sabe que tem muitas famílias que 'escondem' o deficiente e certamente estes dificilmente entram nos dados oficiais. O que nós pretendemos é fazer um grande trabalho de mobilização, estimular com que as famílias saiam de casa e procurem uma associação ou entidade que trabalhe com grupos de pessoas com deficiência, saibam o que o poder público está fazendo, possam sugerir e discutir”, pontua.

Até agora, em parceria com outras secretarias municipais e instituições, a secretaria de Acessibilidade de Petrolina já distribuiu 96 cadeiras de roda, liberou a cobrança de zona azul para deficientes, capacitou 450 pessoas no curso de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), entregou mais de 2.400 aparelhos auditivos, dentre outras ações. Tem ainda uma parceria com oito empresas da região para a absorção dos trabalhos da pessoa com deficiência. “Nesse campo precisamos avançar mais. Cadastramos os deficientes e ali estabelecemos uma ponte com empresas. Mas é preciso que o próprio deficiente acredite na sua capacidade e nos procure cada vez mais, bem como as empresas da região se conscientizem de que, independente da deficiência ser leve ou total, este sujeito tem capacidade e potencial. Antes não nos contratavam porque alegavam que a gente não estava preparado, hoje a situação é diferente e muitas vezes falta mesmo é a oportunidade”, declara Marcos.

Projetando ações futuras, o secretário de Acessibilidade elenca as principais metas daqui para frente. “Colocar ônibus adaptados para a população cadeirante, garantindo a acessibilidade no transporte público; inserir mais pessoas com deficiência nas escolas, porque hoje nós temos um número de 565, pequeno com relação à população de deficientes que as estatísticas nos colocam e ampliar a demanda para o atendimento do deficiente na área esportiva. São algumas das nossas demandas imediatas. Também devemos ampliar o número de semáforos sonoros, que hoje está em um apenas e queremos ver se chegamos a pelo menos oito”, entrega Marcos Conceição.

Para o presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Petrolina, Antonio Malan de Carvalho, a cidade tem avançado no quesito acessibilidade. “Claro que há muito o que melhorar ainda, mas pelo menos hoje podemos dizer que Petrolina se preocupa mais em preparar os equipamentos públicos, preparar as pessoas para a garantia dos direitos da pessoa com deficiência. A gente já sente que em muitas construções mais recentes, a preocupação com a instalação de equipamentos que facilitem a locomoção do deficiente já é bem mais constante. O que precisa agora é de ações cada vez mais frequentes e também que os familiares de pessoas com deficiência possam procurar as instituições que podem dar apoio e orientações. Tem muita gente que não chega a esses serviços e certamente tem uma qualidade de vida comprometida. Todos somos capazes e é isso que mostramos todos os dias”.

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