A morte familiar

Por Diego Martinelly Por Diego Martinelly
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Por Diego Martinelly
Publicado em 22/11/2012 às 10:10
NOTÍCIA
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É quase que diário o número de fatos estarrecedores que vêm acontecendo na capital pernambucana e no interior do Estado. Pais estuprando filhas, idosos presos tentando estuprar menores, agressões familiares e filhos que abandonam os pais idosos para ficar com o dinheiro da aposentadoria são fatos que deixaram de ser exceções para virar cotidiano – e quando nós paramos e observamos o que está acontecendo parece o fim do mundo mesmo.

O fim do mundo não quer dizer a extinção da espécie no planeta terra, mas o fim de uma geração que agrega os valores humanos ao dinheiro, que a essência da família não passa de um aglomerado de pessoas, de jovens que definem mártires pela beleza.

Recentemente veio à tona o fato da jovem catarinense que vendeu a sua própria virgindade. Alguns teóricos e filósofos ouvidos sobre o tema acreditam em um mercado onde o dinheiro compra tudo e outros afirmam que os princípios morais de um ser humano estão longe de serem moedas de troca. Esta fantástica discussão, muito pertinente para o momento em que estamos vivendo hoje, demonstra só a ausência da família na hora de construir aquele ser para um mundo feroz.

Mudar a forma de se viver em sociedade olhando sempre o caminho da coletividade, do doar sem olhar a quem, do perdão, não é colocado em prática e aí quando os pais põem suas ovelhas para que os lobos criem, o que elas poderiam aprender, se não o matar por dinheiro, a escolher pelos outros, ao descriminar pela cor, sexo ou classe social.

O livre arbítrio ou liberdade que nós temos para fazer e trilhar as nossas vidas não pode ser jogado para que jovens sem consciência nenhuma e maturidade para entender conflitos complexos escolham o que vão fazer de suas vidas sem antes ouvirem uma orientação.

Ou guiaremos estes seres inocentes para que no futuro as escolhas possam ser norteadas por princípios éticos e morais pensando numa vida mais justa ou serão máquinas guiadas por manobristas viciados em destruir o que foi criado com tanto amor.

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