DENÚNCIA

Diretora do Dom Moura, em Garanhuns, é exonerada após denúncias de desvio de dinheiro

Do NE10
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Publicado em 30/11/2012 às 8:00
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A Secretaria de Saúde de Pernambuco, enviou uma nota nessa quinta-feira (29) comunicando a exoneração da diretora do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste do Estado Maria Emília Pessoa. Outros funcionários também foram afastados da unidade de saúde. Lucio Ferreira Duarte Neto, que atuava como assistente administrativo  foi exonerado no 26 de outubro de 2012; Maria Lúcia Cordeiro de Lima, que era uma funcionária terceirizada, atuando no apoio administrativo, já foi desligada do hospital; e Maria Veridiana Albuquerque da Silva Araújo, que é servidora concursada do hospital, foi dispensada da função gratificada de apoio administrativo no dia 30 de outubro deste ano.

A decisão da Secretaria de Saúde foi tomada após uma investigação da Polícia Civil  apontar possíveis desvios de dinheiro público. Segundo a nota da SES, a suspeita de possíveis irregularidades surgiu a partir do envio à secretaria por parte de uma empresa prestadora de serviços ao Dom Moura, de um ofício cobrando o pagamento de R$ 10 mil reais, distribuídos em duas notas fiscais.  Após verificações, a SES constatou que esse pagamento já havia sido efetivado e ainda que os cheques apresentados pela prestação de contas do hospital divergiam dos cheques sacados no banco.

Ainda de acordo com secretaria de saúde, todos os documentos que apontaram os pagamentos efetuados foram entregues à Secretaria de Defesa Social, além disso também foram feitos eventuais esclarecimentos  ao delegado responsável pelo inquérito, Altemar Leite, que correu em segredo para que as investigações não fossem atrapalhadas.

Quem assume a diretoria do hospital a partir desta sexta-feira é Karla Freitas Nogueira, ela  é enfermeira com especialização em gestão do SUS pela Fiocruz, e há 14 meses vinha comandando o Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, depois de ter atuado na Gerência-Geral de Assistência à Saúde da SES, no Recife.

A secretaria informou ainda que o caso não prejudicou a assistência prestada pelo hospital à população e que os serviços oferecidos pela unidade, referência para 21 municípios do Agreste, com mais de 13 mil pessoas atendidas por mês, permanecem em pleno funcionamento.

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