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Mulher que sumiu com bebê em Chã de Alegria diz que estava grávida

A angústia da família de Chã de Alegria, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, que teve o seu bebê roubado no último sábado (16), teve um fim nessa quarta-feira (20), com a prisão da acusada pelo crime e a volta da criança, de apenas 23 dias, para casa. Os detalhes da ação policial foram divulgados nesta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa.

Anteriormente identificada como Carla, o nome verdadeiro da mulher que foi presa com o bebê é Ângela Maria da Silva, 27 anos. A acusada foi capturada no Alto do Cruzeiro, em Timbaúba, também na Zona da Mata. Com ela, foi detido também o seu marido, que já foi liberado. A participação dele no crime ainda não foi confirmada pela polícia. De acordo com a polícia, a divulgação do retrato falado da imprensa contribuiu para o encontro, já que o Disque Denúncia recebeu várias ligações de pessoas que informavam o paradeiro do bebê.

Ângela afirmou em depoimento, segundo a polícia, que estava grávida e o seu filho nasceu morto no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Centro do Recife, onde conheceu a mãe da criança subtraída. As duas fizeram amizade nesse período e, ao fazer uma visita à vítima em Chã de Alegria, a acusada pegou a criança. À polícia, alegou ser 'da vontade de Deus' que ela tivesse um bebê, então resolveu levar a filha da nova amiga.

Segundo Sérgio Moreira, delegado responsável pelo caso em Vitória de Santo Antão, a versão de que Ângela Maria fosse amiga da avó da recém-nascida, foi inventanda pela própria avó. 'A avó inventou a história talvez por culpa, já que convidou a mulher que se dizia chamar Carla para passar um final de semana com a família', explicou. No flagrante feito na tarde dessa quarta, a acusada negou a todo momento ter sequestrado a criança e afirmava que o bebê era seu. Ângela só confessou o crime quando a família reconheceu o bebê. 

A acusada foi indiciada pelos crimes de subtração de incapaz, parte suposto (por fingir ser a mãe da criança), adulteração de documentos e documentos. Depois de ser autuada, foi encaminhada à Colônia Penal Feminina do Recife, conhecida como Bom Pastor, na Zona Oeste. Além de ter pego a criança, chegou a modificar a declaração de nascida dela e ainda tinha a intenção de registrá-la como sua filha. Angêla Maria da Silva já tinha chegado a cumprir pena por furto. No vídeo abaixo, o delegado Herbert Martins, que junto com equipe, fez o flagrante em Timbaúba, fala sobre o caso: 

O inquérito policial deve ser concluido nos próximos dez dias. Na próxima etapa da investigação, a polícia verificará se a acusada realmente estava grávida e a versão de o que filho nasceu morto, além de investigar a participação de outras pessoas no sequestro. 'Essa questão ainda está em fase de investigação, mas tudo indica que (Ângela) não fez tudo sozinha', concluiu o delegado Sérgio Moreira.