Interdição

Hospital Dom Moura, em Garanhuns, sofre interdição ética

Do NE10
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Publicado em 23/04/2013 às 16:57
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O Hospital Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste do Estado, sofreu uma interdição ética, nesta terça-feira (23), nos setores de pediatria, cirurgia e traumatologia pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). A ação aconteceu devido a irregularidades no hospital detectadas em duas visitas do Cremepe e do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) realizadas neste mês.

A fiscalização ocorreu um dia após a operação policial que prendeu funcionários da unidade, acusados de corrupção. Dentre eles estavam a ex-diretora, Maria Emília Pessoa da Silva.

De acordo com o Cremepe, entre as irregularidades encontradas, está a ausência de diretor técnico, diretor clínico e chefe de emergência. Além disso, muitas escalas estão incompletas. Segundo o Conselho, as escalas ideais seriam formadas por três clínicos, três pediatras, dois obstetras, dois anestesiologistas, três cirurgiões e dois traumatologistas.

A fiscalização ainda visualizou a estrutura do Hospital Dom Moura. Dentre os problemas estão a recepção com acomodações inadequadas, poucas cadeiras, infiltrações e sem banheiros. A porta de entrada da emergência é pequena e o setor não tem classificação de risco.

O bloco cirúrgico não possui Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) e os médicos operam sem Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como óculos. O setor também não conta com monitores cardíacos nem respiradores. O corredor é quente, sem acomodação e estreito, dificultando o fluxo.

Com a interdição ética, os médicos da unidade estão cientes de que havendo falta de profissionais, principalmente durante os plantões na emergência, quem estiver escalado só vai fazer o atendimento de casos onde o risco de morte seja iminente.

NOTA - Em nota, o Hospital Dom Moura informa que fez uma grande reforma estrutural, em 2009, que resultou em reforma das emergências obstétrica e pediátrica, além da troca do telhado, forro de gesso e nova pintura. Em 2012, foi inaugurado a primeira unidade de terapia intensiva pública de todo o Agreste Meridional na unidade, com 10 leitos de UTI para adultos.  Para atender a necessidade de ampliação e recomposição da escala médica, a Secretaria Estadual de Saúde abriu um concurso público neste ano para preencher as vagas.

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