ITAÍBA

Primeiro escalão da Polícia Civil vai investigar assassinato do promotor Thiago Faria

Do NE10
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Publicado em 14/10/2013 às 20:35
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A Secretaria de Defesa Social (SDS) confirmou que o primeiro escalão da Polícia Civil de Pernambuco está mobilizado para desvendar as motivações do assassinato do promotor Thiago Faria Soares, de 36 anos, morto a tiros na manhã desta segunda-feira (14), na rodovia PE-300 em Itaíba, no Agreste de Pernambuco. A decisão foi divulgada após encontro a portas fechadas no Centro de Convenções, sede provisória do Governo do Estado, em Olinda, que reuniu o governador Edurado Campos; o secretário da Casa Militar, coronel Mário Cavalcanti; o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar; o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio; e o procurador-geral do Estado, Aguinaldo Fenelon.

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Ao todo serão 50 policiais, além de três procuradores federais estão responsáveis pela investigação do assassinato do promotor, que estava havia apenas dez meses da função. Segundo Aguinaldo Fenelon, Thiago Faria nunca se manifestou sobre qualquer ameaça que pudesse ter sofrido. Entre os policiais que foram designados para o trabalho estão o chefe da Polícia Civil, Oswaldo Moraes, e o delegado Joselito Kehrle, chefe da Diretoria Integrada de Polícia Especializada da Polícia Civil.

O governador Eduardo Campos foi categórico ao pedir que todas as entidades policiais unam esforços para decifrar o caso o mais rapidamente possível. 'Neste instante, nosso foco tem ser para ir buscar os criminosos, para que a gente possa esclarecer quem tirou a vida desse jovem promotor', ressaltou Eduardo.

Segundo Wilson Damázio, a polícia trabalha em várias linhas de investigação, que não serão, a princípio, divulgadas, para não atrapalhar o caso. Na coletiva, também foram esclarecidos alguns pontos do assassinato, como a quantidade de tiros recebidos pela vítima: quatro disparos de espingarda calibre 12, todos na região da cabeça. Antes, as autoridades haviam divulgado que o promotor teria sido atingido por mais de 20 disparos de arma de fogo. Damázio ainda reforçou que, apesar de haver outros dois ocupantes - noiva e primo da mesma, o alvo era realmente o promotor.

Já o procurador Aguinaldo Fenelon reforçou que o crime não ficará impune e negou que os magistrados em Pernambuco trabalhem sob perigo de morte. 'O promotor de justiça não é um super-homem. Ele corre riscos como qualquer cidadão. Agora, existem alguns casos de juízes e promotores que contam com segurança especial, mas não é generalizado', ponderou Fenelon.

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