Desencontro de informações

Equipe que investiga assassinato de promotor adota tática do silêncio

Do NE10
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Publicado em 15/10/2013 às 19:42
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A reunião entre a equipe envolvida nas investigações do assassinato do promotor de Justiça Thiago Faria Soares, executado nessa segunda (14), terminou sem nenhuma informação divulgada à imprensa. Segundo os delegados responsáveis, o motivo para o silêncio é o desencontro de informações gerado após declaração feita pelo chefe da Polícia Civil, Oswaldo Moraes, que revelou a identidade do principal suspeito do crime. O encontro a portas fechadas começou desde a manhã desta terça (15) na delegacia de Itaíba, no Agreste do Estado, e se estendeu durante todo o dia.

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Estiveram presentes delegados da Polícia Civil do Estado e representantes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Participaram, entre outros, o delegado regional de Arcoverde, Rômulo César; o delegado de Itaíba, Antônio Júnior; o delegado e diretor da Polícia Civil do Sertão, Glaucos Menk; e o delegado Joselito Amaral, diretor das Delegacias Especializadas de Pernambuco. Também participou o promotor Guilherme Castro, diretor do Grupo de Combate ao Crime Organizado do MPPE.

Nesta manhã, enquanto esteve no IML (Instituto de Medicina Legal) com a família do promotor, o procurador-geral do Estado, Aguinaldo Fenelon, não quis dar muitas informações sobre o caso, mas afirmou que o autor não ficará impune. "O MP (Ministério Público) vai colocar na cadeia esse assassino que chocou Pernambuco e o País. Não vai ficar impune", declarou.

Fenelon também rebateu as críticas feitas ao promotor assassinado, afirmando que não havia investigações criminais contra ele, apesar de admitir apurações administrativas. "Thiago é um exemplo para a família dele", disse.

O corpo do promotor foi enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife, após quase seis horas de velório no Centro Cultural Rossini Alves Porto, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Centro do Recife.

ENTENDA O CASO - O promotor foi assassinado com quatro tiros de espingarda calibre 12 na cabeça e no pescoço, dentro do próprio carro, na rodovia PE-300, na cidade de Itaíba. Ele dirigia o carro e estava acompanhado da noiva, Mysheva Freire Ferrão Martins,  e do tio dela, Adautivo Elias Martins, quando outro automóvel se aproximou e desferiu os tiros. De acordo com a Polícia, Mysheva teve ferimentos leves, depois de ter pulado pela janela do veículo para não ser atingida pelos disparos. Adautivo não foi atingido.

 

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